Opinião
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Uns patuscos religiosos americanos (da Florida), tocados pela febre do final do Verão, programaram para este fim de semana uma jornada destinada a "queimar o Corão".
Por:Francisco José Viegas, Escritor
O ato é patético – apenas folclore. Um pouco por toda a parte a religião é, ao contrário das boas almas que a mencionam como "fator de paz", usada para incendiar seja o que for. Queimar livros é um reação clássica dos idiotas. A Inquisição queimou-os, os nazis queimaram-nos, os fascistas e os comunistas imitaram-nos, festejando a sensação. O egípcio que o governo português queria ver a dirigir a Unesco (uma história por explicar) também experimentou a volúpia do incendiário de livros. Em cada esquina há um louco a repetir o gesto. Estão vivos. Cuidado.
Um verdadeiro «crime»,um desrespeito total pelos outros e pela própria Literatura. Um acto de provocação que vai semear mais ódio e vingança!