Dia a dia
Estado Social
Finalmente, chegou o Estado Social de José Sócrates, que Pedro Passos Coelho queria destruir.
Por:Eduardo Dâmaso, Director-Adjunto
Está quase todo no Orçamento do Estado para 2011 e nas medidas avulsas dos sucessivos Planos de Estabilidade e Crescimento, os famosos PEC. Ora vejamos: os medicamentos estão mais caros; as famílias de mais baixos rendimentos e a classe média, que Sócrates tanto queria proteger, são as mais penalizadas pelos aumentos de IRS; os produtos alimentares mais básicos são os que sofrem maiores aumentos; os funcionários públicos, a quem vão cortar nos salários, voltam a levar um rombo por via do IRS; as pensões mais baixas não escapam ao aumento da carga fiscal; a ministra da Saúde quer aumentar a idade da reforma; e os combustíveis estão a um fio de subir e, consequentemente, encarecer em cadeia os custos de produção para a economia.
A lista de ‘conquistas’ do Estado Social de Sócrates é fastidiosa. Ah, claro, temos também a generosa filosofia redistributiva enunciada pelo seu secretário nacional adjunto, uma espécie de ‘governanta’ da sede do PS, que, para dinamizar a renovação geracional nas listas das federações socialistas, ofereceu um ‘tacho’ com ordenado de 15 mil euros ao deputado Vítor Baptista. Com tanto apego ideológico aos velhos princípios do Estado Social, porque haveríamos de querer mudar!? Francamente...
Obrigada pelo seu artigo, porque ler o que está ao lado é de se ficar doente. O autor do lado quando compra um carro, uma casa ou se mete em algo, vai às cegas, sem ver, sem um mínimo de conhecimento! É tolo.