Aritmética que dá jeitinho para afastar a PJ e esconde o facto de mais de 70% desses crimes não darem lugar a qualquer investigação. Não passam do mero processamento de formulários. Fundamentam que PSP/GNR ‘escutam’ em casos de "criminalidade violenta, organizada, complexa" ou "criminalidade grupal internacional de furtos".
A lei pouco importa: o deferimento a outro OPC não é aplicável quando "a investigação assuma especial complexidade por força do carácter plurilocalizado das condutas ou da pluralidade dos agentes ou das vítimas", "os factos tenham ocorrido de forma altamente organizada ou assumam carácter transnacional". Pouco importa que Portugal seja 4º na UE com maior rácio polícias/habitante; 1º no rácio investigadores criminais/habitante; um dos países com menor rácio crimes/habitante; que se ‘escute’ quase 3 vezes mais do que em França e Alemanha; ou que PSP/GNR façam milhares de escutas, em inquéritos com mais de 150 escutas, com uma média de escutas/inquérito que triplica a da PJ!
A psp e a gnr passam o tempo em escutas....escutam tudo....