CORREIO DIRECTO
O dra(c)ma grego
O regresso imediato da Grécia ao dracma seria uma tragédia que arrastaria Portugal.
Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
No entanto, a probabilidade da saída helénica do euro nos próximos meses é extremamente elevada. A escolha oferecida pela Europa tutelada pela dupla Merkozy, com dose cavalar de austeridade, mais desemprego e menos PIB, comparada com os riscos da expulsão, que arrastaria os gregos para um nível semelhante ao dos seus vizinhos do outro lado do Mediterrâneo, é como escolher ser frito numa frigideira ou torrado ao lume. Portugal é visto pelos donos do dinheiro como o doente seguinte. A linha de fuga lusitana ao destino grego é ténue. Exige sacrifícios e um segundo resgate, com mais dinheiro e mais tempo.
Sr Henrique o que o povo quer infelizmente não importa, importa sim o que o povo (estado) pode pagar, e enquanto as pessoas não meterem isso na cabeça o problema arrasta-se.