Da vida real
A "Estabilidade"
Fala-se muito em estabilidade política. O primeiro-ministro converteu a estabilidade política no bem máximo, no desígnio. Salazar também.
Por:Paula Teixeira da Cruz, Advogada
Mubarak no Egipto, Ben Ali na Tunísia, Kadafi na Líbia, também definiram a "estabilidade política" como bem supremo. O bem-estar dos seus povos é secundário: que passem fome, que não tenham emprego, que assistam à mais desbragada corrupção e exploração, tudo isso são "pequenos pecados" em nome da dita "estabilidade".
E se o importante é que haja "estabilidade política", esta tem um significado muito próprio, ou seja, só existe desde que "eles" estejam no Poder, com as suas cortes, governando--se a si e aos seus, familiares e toda a espécie de amigos. É, em suma, a estabilidade para alguns, ainda que toda a sociedade esteja instável.
Sem uma ideia para o País, Sócrates leva ao Congresso Socialista... a estabilidade política. Ora, importa que se diga que há valores superiores ao desse conceito tão especial de estabilidade política: os que impedem o saque dos cofres do Estado; os que impedem o agravamento das condições sociais, desde o desemprego à falta de médico de família (agora hipocritamente "recomendada", obrigando os Portugueses a apresentar os seus dados de cinco em cinco anos, forma ardilosa de diminuir administrativamente o número de cidadãos que não têm médico de família); ao aumento de impostos com diminuição de salários, sem que, simultaneamente, diminuam as despesas de um Estado hipertrofiado, com empresas públicas em que os ordenados de muitos gestores são injustificados, tendo muitas dessas empresas sido criadas só para diminuir o deficit orçamental, mesmo agravando os números da dívida pública.
Em tempo o PSD apresenta aos Portugueses uma alternativa credível a esta situação caótica e que impõe, primeiro do que tudo, a seriedade dos seus dirigentes, que garantam a verdade (por exemplo, não prometendo, em vésperas de eleições aumentar 150 mil empregos ou colocar os mais velhos – força eleitoral poderosa – a não pagar medicamentos, tudo alterando após a vitória eleitoral). Subsequentemente, como Partido Social-Democrata que é, apresentando as medidas para sair desta crise, melhorar a economia, a educação, a saúde, incentivando o emprego, de uma forma justa e com a máxima qualidade para todos, com os recursos que temos e longe do marketing político que esconde a ineficácia e a ausência de projecto.
Pois é eles são mesmo maus, onde está a alternativa? O PSD pelos vistos é pior, ainda não tem um programa de governo para o País! Há que acelarar o processo da substituição do Governo, após o discurso os juros sobem!!!