Ourém: Menino de 11 anos morreu asfixiado com panqueca
“Tentaram tudo para o Leonardo respirar”
Leonardo Pereira, de 11 anos, estava a lanchar anteontem ao final da tarde, engasgou-se com uma panqueca que a tia tinha acabado de fazer e acabou por morrer asfixiado sem que alguém conseguisse ajudá-lo. Ontem, a família do menino, residente em Ourém, era a imagem do desespero. O tio, Bruno Olveira, contou que os familiares que estavam com ele no momento em que começou a ficar sem ar "tentaram tudo para que o Leonardo respirasse". Mas não conseguiram.
Por:Helena Silva com C.S.
Nelson Batista, técnico de Emergência Pré-hospitalar, explica que quando situações destas ocorrem, a vida das vítimas depende da intervenção que é feita nos primeiro minutos; logo, de "quem está mais próximo".
Quando adultos ou crianças se engasgam com alimentos e ainda estão conscientes, diz o técnico, a primeira coisa a fazer é "dar cinco pancadas entre as omoplatas, de forma a que o objecto se solte e o ar nos pulmões o obrigue a sair". Se não resultar, deve comprimir-se a zona do tórax (no caso dos bebés) ou o abdómen (a chamada manobra de Heimlich) no caso de adultos ou crianças, de forma a provocar tosse artificial.
Se a pessoa ficar inconsciente, o conselho do técnico é que seja chamado o socorro e se deite a vítima no chão, de braços esticados e se vão alternando 30 compressões no tórax com duas respirações boca-a-boca.
Leonardo já estava inconsciente quando os bombeiros chegaram e o levaram até à ambulância da equipa médica de emergência, onde chegou em paragem cardiorrespiratória. Ainda foi reanimado e transportado ao Hospital de Tomar, de onde seguiu de helicóptero para o Santa Maria, em Lisboa. Mas acabou por morrer.
O menino jogava futebol há cinco anos, nos infantis do Clube Desportivo Vilarense.
Nelson Batista, Emergência; Parabéns Nelson. Ñ faz uma crítica mas apresenta uma técnica de salvamento. Estado e televisões deveriam criar programas a Horas Nobres temas úteis, como por exemplo estas situações...