Medicamentos
Versão enviada a Cavaco
O Presidente da República, Cavaco Silva, vetou o diploma sobre a prescrição de medicamentos por substância activa porque foi enviada uma versão que não foi a aprovada em Conselho de Ministros, um caso noticiado pelo CM em 4 de Fevereiro. Porém, a ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou ontem que o "diploma enviado para Belém é o diploma do Conselho de Ministros". No diploma aprovado em Conselho de Ministros podia ler-se "o médico pode não autorizar a substituição [...], devendo assinalar tal facto na receita".
Por:C.S. / J.S.
O texto enviado a Cavaco dizia: "O médico pode não autorizar a substituição, devendo assinalar e justificar expressamente tal facto na receita."
POUPAR 250 MILHÕES DE EUROS
O Estado espera poupar só em medicamentos mais de 250 milhões de euros ao longo deste ano em relação aos custos de 2010. O secretário de Estado da Saúde referiu que o corte nos gastos resulta do aumento do IVA sobre os medicamentos em 1% e de deixarem de ser assumidas as despesas com beneficiários da ADSE.
"HÁ FALTA ATÉ DE LUVAS": Maria Augusta Sousa, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros
Correio da Manhã – A redução dos custos coloca em risco o Serviço Nacional de Saúde?
Maria Augusta Sousa – Não é possível avaliar pelos números se há esse risco. Contudo, começam a escassear aspectos básicos. Há falta até de luvas, perante o clima de poupança.
– Há ganho na redução do custo dos medicamentos?
– Há o aspecto positivo do aumento do uso dos genéricos, mas os números não revelam se os cidadãos tiveram de pagar mais. Com a crise, as pessoas não têm condições para comprar medicamentos.
– Condições laborais pioraram?
– Já há serviços com um só enfermeiro.
5% NOS SALÁRIOS SEM INFLUÊNCIA
A redução da despesa com pessoal em 6,7 milhões de euros resultou da aplicação do corte na massa salarial de 5%, da realização de menos horas extraordinárias e de redução dos suplementos remuneratórios. Nas contas da Saúde, o ganho foi, contudo, perdido perante a subida de compras de material.
A ser verdade, o que não de admira nada, é o cúmulo a que se podia chegar; o Governo a enganar o Presidente da República? realmente só neste País isto podia acontecer. É para isto que aconteceu o 25/4?