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24 Maio 2012

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Entrevista: Paulo Macedo

"Maior desafio é dar a todos médico de família"

Paulo Macedo, ministro da Saúde, faz balanço do ano. Um dia depois da entrada em vigor das novas taxas moderadoras, confessa que foi a medida mais difícil que tomou

Por:Sónia Trigueirão / João Saramago

 

 

Correio da Manhã – As novas taxas moderadoras entraram ontem em vigor. O Fisco vai investigar as contas bancárias para calcular quem fica isento?

Paulo Macedo – Com base no número de beneficiário e a declaração de rendimentos de cada cidadão, o Fisco dirá apenas sim ou não quanto ao direito do utente à isenção. O Ministério da Saúde não pede nem terá acesso aos dados fiscais do utente. Apenas receberá um sim ou não sobre o direito do cidadão à isenção do pagamento de taxa moderadora.

– Considera os valores justos?

– Posso garantir que tentámos encontrar a solução mais justa possível. Mas quem governa tem de olhar para o interesse colectivo, mesmo que para isso tenha que tomar opções menos bem recebidas. Tudo o que é essencial continuará a ser fornecido.

– Qual a medida que foi mais difícil de tomar até agora?

– As medidas penalizadoras dos cidadãos e de outros intervenientes no sistema de Saúde. A alternativa era deixar os hospitais seguirem o caminho da falência técnica e continuar com um défice do Serviço Nacional de Saúde não sustentável e não financiável, ou seja, seria o seu fim. Mas a medida mais difícil foi a de aumentar as taxas.

– Porque deu prioridade à política do medicamento?

– Porque achámos que podíamos intervir com muitos benefícios para os utentes. Introduzimos medidas que permitem o acesso a medicamentos mais baratos. Alterámos a política do medicamento de modo a facilitar o acesso aos genéricos. Reduzimos os preços e passámos a monitorizar mais eficazmente as receitas, combatendo as fraudes.

– Que desafios tem pela frente?

– Decidir sobre um conjunto de estudos, nomeadamente a carta hospitalar que nos vai dar um retrato claro sobre a gestão, a oferta e a procura hospitalar. Temos também de combater o desperdício. Recentemente três estudos mostram que podemos poupar cerca de 700 milhões de euros por ano em desperdício. Mas o maior desafio da minha legislatura é dar a todos os portugueses um médico de família. E não tenho dúvidas de que o conseguirei. Será também um dos maiores contributos para a sustentabilidade do SNS.

"LABORATÓRIOS COMPREENDEM O MOMENTO"

CM – Como vê a ameaça dos laboratórios de saírem do País?

P. M. – Espero que não aconteça qualquer corte de fornecimento aos doentes por parte dos laboratórios. A indústria tem compreendido o actual momento do País e penso que ainda podem dar um contributo significativo.

– Qual o futuro do transplante hepático pediátrico?

– É nossa intenção e já tivemos sinais de que será possível proceder à realização de transplantes hepáticos pediátricos nas unidades que fazem os de adultos. A casuística e o tipo de procedimento cirúrgico aconselham que seja assim. Queremos uma verdadeira escola e não persistir na dependência da boa vontade ou do interesse de uma pessoa.

"PERCEBO A CONTESTAÇÃO E ESTOU ATENTO A ELA"

CM – Receia a contestação das pessoas?

P. M. – Não se trata de recear quando estamos certos de que é este o caminho. Percebo a contestação em certos casos e estou atento a ela, procurando minimizar na origem as razões desse descontentamento. Também saberemos estar atentos aos interesses que usam as ansiedades das pessoas, e as provocam, manipulam e tentam desviar--lhes a atenção do que é mesmo importante: a manutenção de um SNS com os resultados de saúde que conhecemos e de que não queremos abdicar.

– Como vai conquistar os médicos? Vai ceder nas horas extraordinárias?

– O meu papel não é conquistar médicos, eles já estão "conquistados" pelo seu trabalho, e a larga maioria é de um empenho notável. Temos de continuar a dar--lhe as melhores condições para exercerem a sua digna profissão ao serviço dos doentes e no contexto que o País atravessa.

PERFIL

Paulo Macedo, natural de Lisboa, nasceu a 14 de Julho de 1963. Licenciado em Organização e Gestão de Empresas e pós-graduado em Gestão Fiscal, foi director-geral dos Impostos de 2004 a 2007.

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Comentários a esta notícia
  • Comentário feito por:jose ramos nicolau
  • 02 Janeiro 2012

Pois é srº.ministro.Muito fácil é falar,e impor regras que apenas se reflectem nos que menos podem.Porque razão o srº.não corta nos que têm mais de uma pensão assim como as Vitalícias?Esses não vão aos hospitais públicos

  • Comentário feito por:ma
  • 02 Janeiro 2012

Não acredito que tivesse sido difícil tomar esta medida a quem já foi "Cobrador de Impostos".

  • Comentário feito por:Jorge Vilão
  • 02 Janeiro 2012

Estamos perante o mais perigoso dos ministros. Encheu-se nas finanças e está a gerir como se fosse o seu director-geral.

  • Comentário feito por:João
  • 02 Janeiro 2012

Pois é snr, ministro, o difícil vai ser arranjar dinheiro para as famílias irem ao médico, depois dos aumentos neste ano.

  • Comentário feito por: Anónimo
  • 02 Janeiro 2012

"Continuar a dar-lhe as melhores condições..." Essa é para rir. E desde quando é que neste país os profissionais da saúde trabalham com condições? O meu amigo não faz a mínima ideia de que é que está a falar. Cale-se.

  • Comentário feito por:J., Silva
  • 02 Janeiro 2012

Eu deixo-lhe outro desafio:Que diga aos Portugueses quais são de entre eles aqueles que por pertencerem a várias organizações não pagam(nem vão pagar)taxas nem por ex.Exames,Cirurgias e porquê.Essa dos médicos tem barbas

  • Comentário feito por:manuel santos
  • 02 Janeiro 2012

ESTE É OUTRO FALSO E SEM VERGONHA , QUER MATAR OS POBRES , SEM MÉDICO E SEM TEREM DINHEIRO PARA UMA CONSULTA ! QUE CHULICE É ESTA ? O CAVACO FALSÁRIO NÃO VÊ ISTO ? FOI ELE QUE ASSINOU A MATANÇA DOS POBRES .

  • Comentário feito por:nunop
  • 02 Janeiro 2012

Dar ? quando eles falam em dar ... imagino e quanto vai custar

  • Comentário feito por:Joaquim Carlos
  • 02 Janeiro 2012

O Ministro da saúde não satisfeito com o sangue que dadores doam, quer ficar-lhes também com o dinheiro, como se estes fossem culpados pela situação do SNS. Nós não somos obrigados a doar sangue, pensem duas vezes...

Página

    • Comentário feito por:Joaquim Carlos
    • 02 Janeiro 2012

    O Ministro da saúde não satisfeito com o sangue que dadores doam, quer ficar-lhes também com o dinheiro, como se estes fossem culpados pela situação do SNS. Nós não somos obrigados a doar sangue, pensem duas vezes...

    • Comentário feito por:nunop
    • 02 Janeiro 2012

    Dar ? quando eles falam em dar ... imagino e quanto vai custar

    • Comentário feito por:manuel santos
    • 02 Janeiro 2012

    ESTE É OUTRO FALSO E SEM VERGONHA , QUER MATAR OS POBRES , SEM MÉDICO E SEM TEREM DINHEIRO PARA UMA CONSULTA ! QUE CHULICE É ESTA ? O CAVACO FALSÁRIO NÃO VÊ ISTO ? FOI ELE QUE ASSINOU A MATANÇA DOS POBRES .

    • Comentário feito por:J., Silva
    • 02 Janeiro 2012

    Eu deixo-lhe outro desafio:Que diga aos Portugueses quais são de entre eles aqueles que por pertencerem a várias organizações não pagam(nem vão pagar)taxas nem por ex.Exames,Cirurgias e porquê.Essa dos médicos tem barbas

    • Comentário feito por: Anónimo
    • 02 Janeiro 2012

    "Continuar a dar-lhe as melhores condições..." Essa é para rir. E desde quando é que neste país os profissionais da saúde trabalham com condições? O meu amigo não faz a mínima ideia de que é que está a falar. Cale-se.

    • Comentário feito por:João
    • 02 Janeiro 2012

    Pois é snr, ministro, o difícil vai ser arranjar dinheiro para as famílias irem ao médico, depois dos aumentos neste ano.

    • Comentário feito por:Jorge Vilão
    • 02 Janeiro 2012

    Estamos perante o mais perigoso dos ministros. Encheu-se nas finanças e está a gerir como se fosse o seu director-geral.

    • Comentário feito por:ma
    • 02 Janeiro 2012

    Não acredito que tivesse sido difícil tomar esta medida a quem já foi "Cobrador de Impostos".

    • Comentário feito por:jose ramos nicolau
    • 02 Janeiro 2012

    Pois é srº.ministro.Muito fácil é falar,e impor regras que apenas se reflectem nos que menos podem.Porque razão o srº.não corta nos que têm mais de uma pensão assim como as Vitalícias?Esses não vão aos hospitais públicos

    • Comentário feito por:João
    • 02 Janeiro 2012

    Pois é snr, ministro, o difícil vai ser arranjar dinheiro para as famílias irem ao médico, depois dos aumentos neste ano.

    • Comentário feito por:Joaquim Carlos
    • 02 Janeiro 2012

    O Ministro da saúde não satisfeito com o sangue que dadores doam, quer ficar-lhes também com o dinheiro, como se estes fossem culpados pela situação do SNS. Nós não somos obrigados a doar sangue, pensem duas vezes...

    • Comentário feito por:nunop
    • 02 Janeiro 2012

    Dar ? quando eles falam em dar ... imagino e quanto vai custar

    • Comentário feito por:Jorge Vilão
    • 02 Janeiro 2012

    Estamos perante o mais perigoso dos ministros. Encheu-se nas finanças e está a gerir como se fosse o seu director-geral.

    • Comentário feito por:ma
    • 02 Janeiro 2012

    Não acredito que tivesse sido difícil tomar esta medida a quem já foi "Cobrador de Impostos".

    • Comentário feito por:manuel santos
    • 02 Janeiro 2012

    ESTE É OUTRO FALSO E SEM VERGONHA , QUER MATAR OS POBRES , SEM MÉDICO E SEM TEREM DINHEIRO PARA UMA CONSULTA ! QUE CHULICE É ESTA ? O CAVACO FALSÁRIO NÃO VÊ ISTO ? FOI ELE QUE ASSINOU A MATANÇA DOS POBRES .

    • Comentário feito por:J., Silva
    • 02 Janeiro 2012

    Eu deixo-lhe outro desafio:Que diga aos Portugueses quais são de entre eles aqueles que por pertencerem a várias organizações não pagam(nem vão pagar)taxas nem por ex.Exames,Cirurgias e porquê.Essa dos médicos tem barbas

    • Comentário feito por:jose ramos nicolau
    • 02 Janeiro 2012

    Pois é srº.ministro.Muito fácil é falar,e impor regras que apenas se reflectem nos que menos podem.Porque razão o srº.não corta nos que têm mais de uma pensão assim como as Vitalícias?Esses não vão aos hospitais públicos

    • Comentário feito por: Anónimo
    • 02 Janeiro 2012

    "Continuar a dar-lhe as melhores condições..." Essa é para rir. E desde quando é que neste país os profissionais da saúde trabalham com condições? O meu amigo não faz a mínima ideia de que é que está a falar. Cale-se.

    • Comentário feito por: Anónimo
    • 02 Janeiro 2012

    "Continuar a dar-lhe as melhores condições..." Essa é para rir. E desde quando é que neste país os profissionais da saúde trabalham com condições? O meu amigo não faz a mínima ideia de que é que está a falar. Cale-se.

    • Comentário feito por:ma
    • 02 Janeiro 2012

    Não acredito que tivesse sido difícil tomar esta medida a quem já foi "Cobrador de Impostos".

    • Comentário feito por:manuel santos
    • 02 Janeiro 2012

    ESTE É OUTRO FALSO E SEM VERGONHA , QUER MATAR OS POBRES , SEM MÉDICO E SEM TEREM DINHEIRO PARA UMA CONSULTA ! QUE CHULICE É ESTA ? O CAVACO FALSÁRIO NÃO VÊ ISTO ? FOI ELE QUE ASSINOU A MATANÇA DOS POBRES .

    • Comentário feito por:J., Silva
    • 02 Janeiro 2012

    Eu deixo-lhe outro desafio:Que diga aos Portugueses quais são de entre eles aqueles que por pertencerem a várias organizações não pagam(nem vão pagar)taxas nem por ex.Exames,Cirurgias e porquê.Essa dos médicos tem barbas

    • Comentário feito por:jose ramos nicolau
    • 02 Janeiro 2012

    Pois é srº.ministro.Muito fácil é falar,e impor regras que apenas se reflectem nos que menos podem.Porque razão o srº.não corta nos que têm mais de uma pensão assim como as Vitalícias?Esses não vão aos hospitais públicos

    • Comentário feito por:nunop
    • 02 Janeiro 2012

    Dar ? quando eles falam em dar ... imagino e quanto vai custar

    • Comentário feito por:Jorge Vilão
    • 02 Janeiro 2012

    Estamos perante o mais perigoso dos ministros. Encheu-se nas finanças e está a gerir como se fosse o seu director-geral.

    • Comentário feito por:Joaquim Carlos
    • 02 Janeiro 2012

    O Ministro da saúde não satisfeito com o sangue que dadores doam, quer ficar-lhes também com o dinheiro, como se estes fossem culpados pela situação do SNS. Nós não somos obrigados a doar sangue, pensem duas vezes...

    • Comentário feito por:João
    • 02 Janeiro 2012

    Pois é snr, ministro, o difícil vai ser arranjar dinheiro para as famílias irem ao médico, depois dos aumentos neste ano.

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