Acessos: Madalena Brandão tem doença degenerativa
“Fico barrada no metropolitano”
Com dez anos Madalena Brandão, de Lisboa, apercebeu-se de que ia deixar de andar. Quatro anos mais tarde ficou presa numa cadeira de rodas. "Foi um alívio, é mais fácil do que andar de muletas pois tenho uma maior liberdade de movimentos", explicou ao CM a jovem de 27 anos licenciada em Psicologia Social. A jovem sofre de Polineuropatia, um distúrbio neurológico que se traduz por uma disfunção simultânea de vários nervos periféricos.
Por:Ana Carvalho Vacas
Duas vezes por semana, Madalena faz voluntariado na Associação dos Deficientes das Forças Armadas e, embora não seja uma pessoa ambiciosa, os projectos são imensos: "Quero arranjar um emprego na área social e comunitária".
Sofre, porém, com a falta de sensibilidade das pessoas que ocupam os lugares reservados a deficientes e a ausência de infra-estruturas acessíveis nas instalações do Metro de Lisboa, onde os elevadores estão sempre desligados ou avariados. "Evito andar de metro porque sei que vou ficar barrada à espera de que a minha mãe vá chamar uma funcionária para ligar o elevador, o mais irónico é que depois volta a desligá-lo", diz.
NOVOS CONTACTOS
Confrontado pelo ‘CM’, a empresa Metro de Lisboa diz que não é possível ligar e desligar os elevadores com a facilidade descrita pela utente. "Seria bom e muito útil", sublinha a transportadora. A empresa está a implementar novos contratos de manutenção.
Gabinete de comunicação, Metro de Lisboa
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O ML tem vários elevadores e escadas paradas na estação da Alameda à vários meses. Já uma vez contactei com eles pq vi pessoas com dificuldades e agora q tb me tocou a mim, continuo a ver tudo parado. É triste e penoso.