Seixal: Homem encontrado morto em casa na Cruz de Pau
Vive duas semanas com cadáver do filho
"Parecia um bicho. Tinha barba e cabelo grande. Vivia no escuro e nunca abria as janelas. Estou aqui há 40 anos e só o vi duas vezes." As palavras são de Joaquim Bravo, vizinho de José, cerca de 45 anos, cujo cadáver foi retirado anteontem à noite da sua casa na Cruz de Pau, Seixal. Terá morrido há duas semanas. Vivia com o pai, de 80 anos, que não se apercebeu da morte do filho.
Por:Joana Domingos Sá/ João C. Rodrigues/ Lurdes Mateus/ C.S.
Esquizofrénico, José não tinha amigos. A relação com o pai nunca foi saudável, principalmente após a morte da mãe há alguns anos. E nem os restantes habitantes do prédio, na rua 25 de Abril, conheciam pormenores.
"Foram sempre muito discretos. Ninguém sabia nada. Nem eu, que sou familiar. Acho que o Zé estava sempre trancado no quarto e esperava que o pai saísse de casa para comer", afirmou ontem ao CM Joaquim Ferreira, primo da vítima.
O mau cheiro já era notado há algumas semanas. Terá sido uma amiga de Joaquim Botas, pai de José, que durante uma visita se apercebeu da situação e deu o alerta às autoridades, que estiveram quatro horas até recolherem o corpo, pelas 22h30 de sábado.
MULHER DE LISBOA APARECE MORTA EM CASA
Uma mulher de 69 anos foi encontrada ontem, pelas 11h00, morta em casa, na Ajuda, em Lisboa. Albino Esteves, vizinho de Georgete, afirmou ao CM estranhar as janelas fechadas de manhã. "Falei com a dona Georgete pelas 20h00 de sábado, quando ela pediu ajuda por causa de uma botija de gás. Ajudei-a e fui embora. E fechou-se em casa. Ontem, não respondeu quando bati à porta. Pela janela, vimos que estava caída e chamámos a PSP", diz Albino Esteves.