Sobral da Adiça: Igreja sem meios para fazer obra em propriedade doada
Lar por construir há uma década
A falta de meios económicos tem impedido a Diocese de Beja de avançar com a construção de um lar de idosos em Sobral da Adiça (Moura), numa propriedade situada no centro da localidade, que é conhecida como “Casa da Dona Mercedes” e que foi doada à Igreja pelo casal José Frederico e Mercedes Vaz Pontes, já falecidos.
Por:Carlos Pinto
“São pessoas que morreram sem ter filhos e deixaram esse legado à Diocese com um objectivo que temos de cumprir”, admite o bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas.
Segundo apurou o CM junto de uma das herdeiras, o casal era muito religioso e dono de um imenso património na zona, tendo deixado à Diocese, em testamento, a casa e os terrenos no centro da localidade, para a construção de um lar com o nome de José Frederico Vaz Pontes.
Ninguém na família pretende o imóvel de 200 anos, mas os 14 herdeiros estão preocupados com o abandono e degradação a que o edifício está votado desde o falecimento de Mercedes Vaz Pontes, há dez anos.
Esta demora é justificada pelo bispo de Beja com o facto de a Diocese não dispor de meios económicos para avançar com a obra e, também, com a existência duma associação de assistência a idosos com centro de dia e apoio domiciliário na localidade, o que impede a Igreja de estabelecer acordos com a Segurança Social. A solução encontrada, revela D. António Vitalino Dantas, foi o estabelecimento de uma parceria entre a Diocese e a associação, de modo a administrarem em conjunto o futuro lar.
Entretanto, a Junta de Freguesia de Sobral da Adiça anunciou no seu boletim oficial que pretende ajardinar a área anexa à antiga habitação do casal Vaz Pontes, o que causou ainda maior apreensão junto da família, já que foi sempre intenção de José Frederico e Mercedes verem tudo “tratado pela Diocese e não pelos políticos”. “Precisamos de espaços abertos e tornar aquela propriedade apetecível. E então, com a Junta de Freguesia, fizemos esse acordo”, explica o bispo.
“Precisamos de espaços abertos e tornar aquela propriedade apetecível. E então, com a Junta de Freguesia, fizemos esse acordo”, assim foi explicado… Pergunto, não seria ainda mais APETECÍVEL, um “negócio”/acordo de loteamentos para construção? Mediador Imobiliário