Suspeitas de homicídio passional nas Laranjeiras
Cozinheira morta em restaurante de Lisboa (COM VÍDEO)
O restaurante Prova dos 9 fechou às 15h00, após os almoços. Augusta, ajudante de cozinha, de 29 anos, ficou sozinha no estabelecimento a preparar os jantares. Pelas 19h00 de quinta-feira, Pedro Martins, o primeiro funcionário a regressar ao trabalho, deparou-se com a colega no chão da casa de banho, inconsciente e numa poça de sangue.
Por:João C. Rodrigues com H.M./T.L./S.G.C./J.T.
"Era a alma da cozinha. Ninguém sabe o que aconteceu ao certo, mas foi algo dirigido a ela. Não roubaram nem mexeram em nada no restaurante", explicou ao CM João Silva, proprietário do estabelecimento há quatro meses.
Fonte do INEM adiantou ao CM que a vítima foi encontrada com bastante sangue na cabeça e com um traumatismo profundo na face. O corpo já apresentava rigidez cadavérica, o que aponta para que a morte tenha ocorrido logo após as 15 horas.
Segundo o CM apurou, a vítima foi alvo de sete facadas na zona da cabeça e os indícios recolhidos pela Polícia Judiciária apontam para um cenário de homicídio passional.
"ERA UMA MULHER ALEGRE E TRABALHADORA"
Augusta estava em Portugal há mais de dez anos e trabalhava no Prova dos 9 há quatro. Segundo as colegas de um restaurante próximo "era uma mulher trabalhadora e muito alegre", que "fazia tudo para dar uma vida melhor aos filhos, de dois e sete anos". Na rua Alexandre Fleming, Augusta era conhecida por ter "sempre um sorriso na cara" e cumprimentar "toda a gente". De acordo com as mesmas fontes, não eram conhecidos problemas familiares, mas todos admitem que Augusta "não se abria muito".
Credo que se passou ali.