Covilhã: População contra retirada de meninas à família
“As minhas netas são bem tratadas”
"As minhas netas são bem tratadas e estão bem aqui", garantiu ontem Patrocínia Afonso, avó das duas meninas, de 4 e 6 anos, que na segunda-feira estiveram para ser retiradas à família e entregues numa instituição. O povo de Verdelhos revoltou-se com a decisão da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Covilhã, ameaçou as assistentes sociais e uma docente, e impediu que a GNR retirasse as menores da aldeia .
Por:Luís Oliveira
As meninas estão a ser acompanhadas pela CPCJ desde que nasceram. Paulo Rosa, presidente da comissão, garante que "são duas menores em perigo", que vivem num ambiente "negligente e de promiscuidade", pelo que "em acordo com a mãe" decidiu-se pela sua institucionalização. "As técnicas sociais foram à escola buscar as crianças, acompanhadas pela mãe, quando, sem nada o fazer prever, se deu a confusão com o povo na rua", contou ontem ao CM Paulo Rosa, frisando que nos próximos 30 dias as meninas vão ficar ao cuidado "de uma família idónea", ou seja, estão com uma tia.
A avó das crianças e grande parte da população de Verdelhos não concordam com a CPCJ e garantem que tudo irão fazer para que elas fiquem com a família. "As meninas são bem tratadas e nada lhes falta. A mãe é doente, precisa de ser internada, mas elas têm tios e avó", diz Maria do Céu, educadora de infância. "Nunca foram maltratadas", adianta o vizinho Albino Esteves, garantindo que o povo "está furioso" e que "vai estar atento para que elas fiquem na aldeia".
A mãe das menores, de 31 anos, sofre de esquizofrenia e, em Agosto, viu um filho de dois anos ser entregue ao pai. As meninas são filhas de pais diferentes. A CPCJ comunicou o caso ao Ministério Público.
A educadora de infancia saberá melhor que ninguém, segundo fontes de habitantes, ela é super humana e amiga das crianças. Parece que, quem não está para se chatear é a Junta de Freguesia.Terá essa mãe outra cor politica?