Mais bombeiros e meios aéreos
51 aviões e helicópteros contra fogos
A integração de todos os meios numa só equipa, para rápida detecção e primeira intervenção sobre os fogos, é, segundo o ministro da Administração Interna, António Costa, “a chave para “dar cabo dos incêndios florestais” em 2006. Uma tarefa que, este Verão, está também confiada aos 292 militares do Grupo de Intervenção e Protecção e Socorro da GNR.
Por:Henrique Machado
No total, cerca de oito mil bombeiros, apoiados por 51 helicópteros e aviões, vão combater os fogos florestais no Verão. Na última cerimónia de apresentação dos dispositivos distritais de combate aos incêndios, em Lisboa, que se seguiu à apresentação da Directiva Nacional Operacional, o ministro lembrou ontem que o segredo passa por “chegar o mais cedo possível aos fogos, quando ainda são nascentes”.
“Queremos integrar e articular toda a gente que participa no dispositivo, como uma única equipa.” E os militares da GNR não vão, assim, “substituir ninguém”.
António Costa disse que chegou a hora de “desempenhar uma única missão: ter um Portugal sem fogos”. O ano passado “não houve tempo para debates, nem para reflexões, nem para hesitações antes da época de incêndios”. “Concluída essa época, lançámos o debate que se impunha. Houve tempo para nos zangarmos e para fazermos as pazes. Agora esse tempo acabou e chegou a altura de cumprirmos a nossa missão.”
O ministro da Administração Interna apelou ainda à “mobilização de todos os portugueses na limpeza das florestas e na eliminação dos comportamentos de risco”.
António Costa lembrou também o “investimento muito significativo” que foi feito no dispositivo de combate aos fogos.
MEIOS DE COMBATE AOS FOGOS PARA 2006FORÇA OPERACIONAL CONJUNTABOMBEIROS
Equipas de Combate a Incêndios Florestais - 704 grupos, 3520 elementos, 704 viaturas
Equipas Logísticas de Apoio ao Combate - 253 grupos, 506 elementos, 253 viaturas
Grupos de Reforço - 13 grupos, 450 elementos, 132 viaturas
Equipas Helitransportadas - 22 grupos, 135 elementos
Pessoal de Apoio Logístico - 158 elementos, 2 viaturas
Pessoal de Apoio a Meios Aéreos - 187 elementos
Comandantes de Permanência às Operações - 103 elementos, 103 viaturas
TOTAL: 992 grupos, 5059 elementos, 1194 viaturas
GNRGIPS (Grupo de Intervenção Protecção e Socorro) - 36 grupos, 196 elementos, 36 viaturas
SEPNA e Ex-CNGF (Serviço da Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR) - 136 grupos, 594 elementos, 136 viaturas
MEIOS AÉREOS2002
0 Helis Ligeiros, 3 Helis Médios, 4 Helis Pesados, 10 Aviões Ligeiros, 2 Aviões Pesados
TOTAL: 19
Custo: 11.635.810 euros
Área ardida: 133 204,3 ha
2003
19 Helis Ligeiros, 0 Helis Médios, 4 Helis Pesados, 10 Aviões Ligeiros, 2 Aviões Pesados
TOTAL: 35
Custo: 14.225.676 euros
Área ardida: 439.918,2 ha
2004
18 Helis Ligeiros, 2 Helis Médios, 2 Helis Pesados, 10 Aviões Ligeiros, 2 Aviões Pesados
TOTAL: 34
Custo: 14.085.348 euros
Área ardida: 126.344,8 ha
2005
29 Helis Ligeiros, 6 Helis Médios, 4 Aviões Ligeiros, 6 Aviões Médios, 2 Aviões Pesados
TOTAL: 47
Custo: 21.313.064 euros
Área ardida: 270.819,7 ha
2006
34 Helis Médios e Ligeiros, 14 Aviões Médios e Ligeiros, 3 Aviões Pesados
TOTAL: 51
Custo: /- 30 milhões euros
Área ardida: 325 226 ha
"PROFISSIONAIS NA CLANDESTINIDADE"Os bombeiros profissionais, na dependência das autarquias, “não têm, mais uma vez, a sua participação definida no dispositivo nacional de combate aos incêndios florestais”, disse ontem ao CM Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais. “O Governo continua sem inserir os profissionais nas estruturas distritais – e continuamos arredados dos teatros de operações”, lamenta.
Para actuarem, estes bombeiros dependem “de autorizações permanentes dos presidentes das câmaras”, que “muitas vezes não são dadas” e, “enquanto a situação não for clarificada”, estão “numa situação de clandestinidade em relação à lei”. “Estamos muitas vezes parados nos quartéis sem dar o nosso contributo. É uma mais-valia que não pode ser desperdiçada.”
Se o S.Pedro ajudar tudo isto vai ser considerado um sucesso, tao apregoado como estas medidas o foram.
Se ele não der uma ajuda lá vão mais uns milhões para a sargeta como e costume nas decisoes políticas do ministério do interior português.