Sondagem: Avaliação do Governo de Passos Coelho
Vítor Gaspar é o mais popular
Vítor Gaspar, que tutela as Finanças, é o mais popular dos 11 ministros da equipa de Passos Coelho. No pólo oposto, e segundo uma sondagem CM/Aximage, está outro independente: Paulo Macedo, ministro da Saúde, que recentemente aumentou as taxas moderadoras.
Por:José Rodrigues/ C.R.
Apesar de ser o principal rosto da austeridade, pois tem por missão aplicar as medidas mais duras, como, por exemplo, o corte dos subsídios de Natal e de férias e o aumento de impostos, o ministro das Finanças, de 51 anos, economista e professor universitário, mantém, há seis meses, intacta a confiança dos portugueses.
Em declarações ao CM, o politólogo António Costa Pinto considera que a personalidade do ministro pode "inspirar confiança, na medida em que expressa valores menos políticos", ou seja, mantém a sua imagem de técnico. Naturalmente que, observou, nos indicadores de popularidade contam critérios como a notoriedade e a competência. Na verdade, o facto de ter sido consultor no Banco de Portugal e director do Gabinete de Conselheiros de Política Europeia da Comissão Europeia, em Bruxelas, terá contribuído para essa imagem. Aliás, muito diferente do seu primo direito, Francisco Louçã, também economista, e líder do BE, um partido que consegue apenas 3,3% nesta sondagem.
COLIGAÇÃO EM QUEDA A FECHAR ANO DE AUSTERIDADE
O PSD perde terreno eleitoral, segundo o barómetro mensal CM/Aximage, realizado entre 5 e 8 de Dezembro. Com seis meses de poder, os sociais-democratas obtêm 39,5% das intenções de voto, uma queda de 1,7 pontos percentuais face a Novembro. O CDS, parceiro de Governo, resiste, mas pouco, ao desgaste da austeridade: de 9,5% para 9,1%. Contudo, a soma do resultado dos dois partidos – 48,6% – não alteraria a relação de forças no Parlamento entre direita e esquerda. Aliás, o PS de António José Seguro mantém a tendência de crescimento. Porém, a diferença face a Novembro não chega a um ponto percentual. Já a CDU figura como a terceira força política e ultrapassa o CDS em 2,2 pontos percentuais.
UM PAÍS SEM ESPERANÇA NO FUTURO
São poucos os portugueses que acreditam num nível de vida melhor para os jovens, sinal da falta de esperança no futuro. Segundo a mesma sondagem CM/Aximage, 73,9 por cento acreditam que o nível de vida das próximas gerações será pior, face ao passado. Apenas 13,5% dos inquiridos responde que será melhor.
FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 276 a homens e 324 a mulheres; 149 no interior, 231 no litoral norte e 220 no litoral centro sul; 165 em aldeias, 207 em vilas e 228 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 5 a 8 de Dezembro de 2011, com uma taxa de resposta de 74,7%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.
Não admira..esta unanimidade sobre VG que se começa a ver nos média´s..ele é de facto " o bastião " do governo..mais..para mim é acima de tudo " um special one MF "..esperemos que possa levar até ao fim a sua missão...!!