Sondagem: Sem esperança no futuro
Passos está em queda
Os portugueses estão mais pessimistas em relação ao futuro, e a esmagadora maioria das pessoas considera que os jovens vão ter um nível de vida pior que o dos pais. O descontentamento dos inquiridos no Barómetro Mensal Correio da Manhã/Aximage reflecte-se numa perda de confiança em Passos Coelho.
Por:Sandra Rodrigues dos Santos
A sondagem CM mostra que as perspectivas dos portugueses estão piores, havendo mais inquiridos a temer pelo futuro. Uma subida de 3%, em apenas um mês: de 74,1% em Junho para 77,1% em Julho.
Realizado entre os dias 2 a 4 de Julho - antes da declaração de inconstitucionalidade da suspensão dos subsídios -, o inquérito aponta para um aumento da confiança em António José Seguro, líder do PS, para ocupar o cargo de primeiro-ministro. Trinta e seis por cento dos portugueses mantêm a confiança em Passos Coelho, o que representa uma quebra em relação aos 39,3% registados no mês passado, enquanto 32,8% preferiam que fosse Seguro a assumir o cargo. Passos recua também na avaliação aos líderes partidários, enquanto António José Seguro avança.
O inquérito revela ainda que, se as eleições legislativas fossem hoje, o PSD venceria, mas ficaria longe dos 38,66% dos votos que conquistou nas eleições de 2011.
FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 283 a homens e 317 a mulheres; 138 no interior, 253 no litoral norte e 209 no litoral centro sul; 161 em aldeias, 209 em vilas e 230 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 2 a 4 de Julho de 2012, com uma taxa de resposta de 78,0%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.
Os Portugueses querem ver medidas eficazes de corte à despesa pública. Muitos de nós, os que nunca ultrapassaram os seus limites, estão a pagar a crise gerada por outros. A sensação de injustiça é inevitável.