Diplomacia: Gaffe em nomeação para embaixada
Decreto de Cavaco 'instaura' República do Kuwait
A Presidência da República publicou em Diário da República um decreto de nomeação para a embaixada de Portugal no Kuwait em que se refere a este Estado como sendo uma república e não um emirado constitucional.
Por:Janete Frazão/ João Vaz
"É nomeado, sob proposta do Governo, o ministro plenipotenciário de 2ª classe Jaime Van Zeller Leitão como Embaixador de Portugal não residente na República do Kuwait", lê-se em Diário da República.
A nomeação passaria despercebida, não fosse o caso de o Kuwait ser uma monarquia constitucional e não uma república co-mo refere o decreto do Presidente.
Esta nomeação, porém, foi também referendada pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho e pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas.
O CM tentou obter um esclarecimento da Presidência da República e do Governo, mas até ao fecho desta edição não chegou à redacção do jornal qualquer resposta de Belém ou dos gabinetes ministeriais.
Refira-se ainda que o Kuwait não é país irrelevante. Em 1990, com Cavaco Silva em primeiro--ministro, foi fulcro das atenções mundiais, devido a cinco meses de ocupação pelo Exército iraquiano de Saddam Hussein. Os Estados Unidos da América acabaram por intervir - primeira Guerra do Golfo - e forçaram a retirada dos iraquianos.
MONARQUIA CONSTITUCIONAL COM HISTÓTIA DE POBRE E RICA
O emirado do Kuwait tem hoje um dos 15 PIB per capita mais ricos do mundo, mas ainda há menos de um século, após tempos de grande riqueza, devido à colheita de pérolas nas margens do Golfo Pérsico, caiu na dependência absoluta do auxílio britânico quando acabou o negócio por se ter inventado o cultivo artificial de pérolas.
Com o petróleo, as coisas não são muito diferentes: o Kuwait é o 4º maior produtor mundial no seio da OPEP e tem 9% das reservas mundiais. O ouro negro representa 95% dos rendimentos do emirado e vale mais de metade do PIB. Assim não admira que registe um superavit orçamental da ordem dos 20% e tenha um plano de obras públicas para os próximos cinco anos no montante dos 80 mil milhões de euros, ou seja, mais do que Portugal pediu à troika.
É incrível este Sr.só diz e faz asneiras umas a seguir às outras!! Mas a culpa não é só dele, «COITADO», parece estar rodeado de por conselheiros ainda mais distraídos(INCULTOS)que ele.......