Educação: Mais de nove mil professores manifestaram-se em Lisboa
Greve aos exames não é descartada
Os professores prometem intensificar os protestos no final do terceiro período do ano lectivo, não estando excluída a greve aos exames.
Por:Ana Carvalho Vacas
"Hoje [ontem] é o arranque de uma jornada de luta. O Ministério da Educação não tem competência política, depende do Ministério das Finanças, que por sua vez é refém do estrangeiro. O Governo está a desistir do País", criticou Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof). Na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, foram nove mil os professores que se reuniram em plenário.
Na reunião magna das várias organizações sindicais, os docentes rejeitaram "o roubo dos salários, um regime de avaliação injusto, burocrático e que gera problemas e conflitos que perturbam o normal funcionamento das escolas". E avisaram para o "perigo" de 30 mil professores poderem ficar no desemprego. No plenário, os docentes comprometeram-se ainda a "reforçar a greve às horas extraordinárias". Para 2 de Abril está agendada uma manifestação em Lisboa.
Após o plenário, os professores foram para o Ministério da Educação, onde fizeram um cordão humano à volta do edifício. Os representantes sindicais entregaram então ao secretário de Estado Adjunto e da Educação a moção aprovada no plenário e as milhares de fichas de avaliação preenchidas pelos professores, onde avaliaram o desempenho da tutela. A nota ‘Insuficiente’ foi a mais votada pelos docentes.
EXIGIDA DEMISSÃO DE ALÇADA
‘Basta de ofender os professores portugueses’ ou ‘A escola pública não aguenta mais esta política’ eram algumas das frases que se podiam ler nos cartazes empunhados pelos mais de nove mil docentes que encheram o Campo Pequeno. Para além de exigirem a demissão da ministra, Isabel Alçada, os professores voltaram a criticar o modelo de avaliação de desempenho. "Qualquer avaliação visa introduzir uma melhoria e este sistema instaurou nas escolas um clima de competição que não ajuda os alunos", disse ao CM José Oliveira, que viajou de Felgueiras para participar no plenário. Rejeitando estar a sustentar uma crise que não é sua, os docentes apelam à luta. "É preciso que o poder político veja de uma forma séria o que tem de fazer para melhorar o País", disse outro docente de Felgueiras, Joaquim Gomes.
SR Jaime Jorge Pereira A respeito do Socrates é dificil qualifica-lo é do pior que jà se viu a nivel mundial. Mas repare o que têm feito os socialistas em França em Espanha e aqui ? Autenticos DESASTRES !!!Social=ZERO