Direcção da escola secundária da Amora em silêncio
Amora: Alunos contra regresso de funcionária que fez sexo oral
Os alunos da Escola Secundária de Amora, Seixal, estão contra o regresso ao trabalho de uma funcionária que, em 2004, foi encontrada numa sala a fazer sexo oral ao jardineiro.
Por:André Pereira
O Tribunal Central Administrativo do Sul entende não ter ficado demonstrado que o acto tivesse trazido prejuízos para o desempenho das suas funções.
Apesar de já não serem da altura em que o caso aconteceu, os alunos não concordam que a funcionária possa regressar. "Que belo exemplo que nos estão a dar. Não somos desse tempo, mas foi uma falta de respeito para a escola. As funcionárias e os professores devem ser os primeiros a dar o exemplo. Não concordo nada que possa voltar para cá", afirmou ao CM Jéssica Lopes, de 16 anos, aluna do 10º ano.
O caso, acrescenta, é o típico ‘façam o que eu digo e não o que eu faço'. "Na disciplina de Formação Cívica falam dos perigos das relações sexuais, para nos darmos ao respeito, para termos cuidado e depois andam por aí pelos cantos, às escondidas", referiu, comentando: "Se tivessem sido apanhados fora da escola, ninguém tinha nada a ver com isso. Agora na escola, foi uma falta de respeito".
EXPULSO DA ESCOLA
Mais radical é João Rosa, de 17 anos, que defende direitos iguais para alunos, professores e funcionários. "Eu fui expulso da Escola Secundária de Vale Milhaços porque também fui apanhado com uma rapariga nos balneários do pavilhão. Estamos os dois impedidos de nos aproximar da escola a menos de 150 metros", disse, exigindo: "Se fossem dois alunos éramos expulsos, por isso tem de haver regras iguais para todos".
Jorge Sousa, de 44 anos, é pai de dois alunos e também não concorda que funcionária regresse à escola. "Não deve vir. Ainda vem desencaminhar os mais novos. Acho que deve ser transferida para outra escola", sugeriu.
DIRECTOR EM SILÊNCIO
O assunto, entre os funcionários, é bem conhecido e todos se recordam do dia em que os alunos encontraram os dois em flagrante. "Se ela, depois do que fez, agora pode regressar, então todos nós podemos fazer o mesmo", comentava-se entre funcionários e professores.
Contactado pelo CM, Simão Cadete, director da Escola Secundária de Amora, recusou prestar qualquer esclarecimento, comentando apenas que "sobre esse assunto, nem 30 segundos".
" Não somos desse tempo "ahahah,que anedota,no vosso tempo actual as miudas com 16 anos já não são mais virgens.Estas a armar-te em virgem ofendida