Austeridade: Banco de Portugal reduz benefícios aos seus trabalhadores
Apoios para colchões
A eliminação da comparticipação na compra de colchões ortopédicos, a redução do número de dias de férias adicionais e a limitação dos apoios para natação e ginástica correctivas são algumas das medidas que o Banco de Portugal deverá tomar em troca da manutenção dos subsídios de férias e de Natal dos seus funcionários.
Por:Raquel Oliveira
O Banco de Portugal comprometeu-se a reduzir os benefícios aos seus trabalhadores até ao valor correspondente aos dois subsídios, na sequência da polémica em torno do pagamento dos 13º e 14º meses, que levou inclusivamente o PSD, CDS e PS a apelarem ao sentido de solidariedade do governador. Além das intervenções naqueles benefícios, a instituição deverá ainda eliminar os subsídios para a aquisição de livros e de computadores e limitar o acesso ao crédito para a compra de segunda habitação, de acordo com o ‘Jornal de Negócios’. A administração do BdP irá ainda definir um limite para as promoções e progressões na carreira, bem como para as remunerações variáveis.
O BdP é uma entidade independente do Estado e não tem de se sujeitar às mesmas regras que a Função Pública. É essa a razão invocada para recusar aplicar as medidas previstas do Orçamento do Estado para este ano.
A relação do BdP com o Estado traduz-se, em termos financeiros, em pagar impostos devidos pelas remunerações dos trabalhadores e atribuir dividendos, que em 2010, atingiu os 158,6 milhões de euros.
Aonda dizem que não há justiça nem justiceiros!!! Segundo o gobernador também o subsídio para a kavagem de tomates foi cancelado. O exemplo deve sempre fir de cima