O Sporting está na final da Taça de Portugal, após um triunfo sofrido, baseado na garra, mas também na classe, frente ao Nacional. Foi um jogo que andou numa vertigem de emoções, com muita polémica, ou seja, todos os ingredientes de uma meia-final.
LANCES DO JOGO MINUTO A MINUTO
Foi mais forte o Sporting – também mais feliz em alguns momentos –, desde logo quando João Pereira, num corte involuntário, quase marcava na própria baliza (7’).
O Sporting, com Xandão a titular (excelente estreia do central) e com Rinaudo de regresso ao comando das operações no meio--campo, teve nos dois jogadores grandes alicerces do triunfo. Rinaudo marcou um grande golo que deu a vantagem a um Sporting de forte atitude competitiva, aguerrido e que fez da partida o encontro mais importante da época. Sempre com um futebol mais tricotado – jogo bem conseguido de Matías –, os leões foram tendo o domínio das operações, apesar do grande coração do Nacional, potenciado na 2ª parte pela expulsão de Rondón.
Curiosamente, os insulares aproveitaram uma desconcentração da defesa leonina e chegaram ao empate por Barcellos, que dava a final ao Nacional.
Foi então que chegou o momento mais polémico do jogo, com um penálti por falta de Claudemir sobre Insúa. Wolfswinkel cobrou com mestria e deu nova vantagem ao Sporting. Já sem nada a perder, o Nacional tentou novo empate – Patrício fez uma grande defesa e Keita chegou atrasado a um centro –, mas veio ao de cima a maior classe do Sporting, que fechou a eliminatória com chave de ouro, num golo sublime de João Pereira, após brilhante jogada individual. O Sporting ganhou bem, num triunfo bastante valorizado pelo Nacional.
"COM O REGRESSO DE RINAUDO A EQUIPA VAI CRESCER"
"Rinaudo é muito bem-vindo. Com o seu regresso, e de outros como o Schaars, o Sporting vai crescer e fazer melhor", disse o técnico Domingos Paciência, garantindo que o toque que obrigou o argentino a ser substituído não representa "preocupações".
Sobre a partida de ontem, o treinador dos leões elogiou a atitude dos seus jogadores, mas reconheceu que foi um jogo muito "sofrido". "Foi uma partida muito difícil, mas os jogadores estão de parabéns pela entrega e pela disponibilidade que demonstraram", salientou. Domingos voltou a pedir "tempo" para uma equipa que tem "só sete meses". "A mudança é mais profunda. No segundo ano as coisas serão melhores. Eu e os jogadores sabemos onde queremos chegar", prosseguiu Domingos. Sobre a final do Jamor com a Académica, o técnico é peremptório: "Não prometemos nada."
RINAUDO DEU O MOTE
Rui Patrício – Travou três remates com selo de golo de Rondón, Candeias e Mateus. Só pecou no golo do Nacional, ao desentender-se com os colegas da retaguarda.
João Pereira – Garra indiscutível numa exibição irregular. Fez o terceiro golo dos leões numa jogada individual brilhante (90+4’), em que tirou três madeirenses do caminho e bateu o guarda-redes. E por pouco não marcou na própria baliza (7’).
Xandão – Autoritário e imponente na antecipação. Provou ser uma alternativa credível para o eixo defensivo. Boa estreia.
Polga – Desconcentrado e muito duro de rins, ficou muito mal na fotografia do golo de Diego Barcellos. Uma noite para esquecer.
Insúa – Bons cruzamentos e um par de remates marcam uma actuação positiva do argentino.
Matías Fernández – Provocou muitos desequilíbrios que ajudaram a desgastar a defesa do Nacional.
Elias – Distribuiu o jogo com simplicidade e valentia.
Carrillo – Boas movimentações, mas muita infelicidade na hora da finalização. Viu alguns lances anulados por fora-de-jogo no limite.
Diego Capel – O espanhol sufocou a defesa do Nacional com investidas muito rápidas. Numa delas, colocou a bola na baliza, mas o árbitro invalidou o golo por pretensa posição irregular de um colega.
Van Wolfswinkel – Teve pouco a bola e, quando a teve, não fez o que devia. Redimiu-se ao transformar com êxito o penálti.
Evaldo – O lateral brasileiro entrou para dar consistência aos processos defensivos. Conseguiu, a espaços.
Ribas – Entregou-se ao jogo, mas sem a objectividade pretendida por Domingos Paciência.
Carriço – Poucos minutos em campo.
RINAUDO – Fez a diferença no meio-campo do Sporting, com bons passes e recuperações quase impossíveis. E ainda tornou as contas mais fáceis, ao abrir o marcador com uma ‘bomba’ à entrada da área. Saiu com queixas.
GULA DE BARCELLOS FOI INSUFICIENTE
Vladan – Atento, seguro e corajoso nas saídas. Sem culpas no golo de Rinaudo. Saiu lesionado pouco antes do intervalo.
Luís Neto – Esforçado e muito trabalhador. Jogou sempre no limite da falta.
Danielson – Deu alguns espaços que os leões podiam ter aproveitado. Foi o elo mais fraco da defensiva madeirense e perdeu-se em provocações ao banco de Domingos Paciência.
Marçal – Sofreu muito com Carrillo, mas esforçou-se e acabou por não comprometer. Também apareceu a rematar no fim.
Todorovic – Discreto, poucas vezes pareceu estar em campo.
Moreno – Sem tempo para se mostrar. Fez uma lesão muscular e saiu muito cedo da partida.
Diego Barcellos – Excelente toque de bola e um golo de cabeça.
Candeias – Cheio de genica na primeira parte, mas não soube enganar Rui Patrício.
Mateus – Bons movimentos com a bola nos pés. Alguma passividade sem ela. Só se mostrou no fim, com um remate muito perigoso.
Rondón – O avançado venezuelano foi uma seta apontada à baliza, até à sua expulsão. Obrigou Rui Patrício a uma defesa muito complicada, aos 23 minutos.
Skolnik – Agitou o futebol madeirense.
Marcelo Valverde – Nada podia fazer para travar o penálti batido por Van Wolfswinkel e muito menos o remate subtil de João Pereira.
Keita – Entrou cheio de vontade de mostrar serviço e cheirou o golo duas vezes.
CLAUDEMIR – O defesa foi o elemento mais forte do Nacional. Imponente nos cortes, venenoso nos remates de longa distância e eficaz nos cruzamentos. Fez a assistência para o único golo da equipa madeirense.
Pronto os pequenotes já estão outras vez em bicos de pès para parecerem gente grande... Já voltaram a ser campeões do mundo... TÃO PEQUENOTES. È triste ver um pobre a calçar uns sapatos rotos pensa que anda de Ferrari.