Governo: Finanças e Economia têm mais dinheiro
Educação é pasta mais castigada
O Ministério da Educação e Ciência é o recordista no corte da despesa no Governo: vai gastar em 2012 menos 864 milhões de euros do que em 2011. O seu orçamento passa de 9,04 mil milhões de euros para 8,18 mil milhões.
Por:Paulo Pinto Mascarenhas
"Mobilidade" é uma das palavras-chave das políticas do Ministério da Educação no que diz respeito aos seus funcionários, justificada politicamente com um "aumento da eficiência no sector educativo, o aumento da qualidade do capital humano e a facilitação da adaptação ao mercado de trabalho".
No ranking absoluto surge em segundo lugar o Ministério da Saúde, que vai ter de gastar menos 710 milhões de euros que no ano passado. A mensagem do relatório orçamental para 2012 é clara: "Garantir a sustentabilidade económico-financeira do Serviço Nacional de Saúde." Fazer mais com menos é a palavra de ordem do ministério dirigido por Paulo Macedo, que passa de despesas de 8,66 mil milhões de euros para 7,95 mil milhões (-8,2%).
Se a Saúde e a Educação vencem nos cortes, os ministérios das Finanças e da Economia e Emprego são os que mais ganham com este Orçamento do Estado. Nas Finanças, Vítor Gaspar vê o dinheiro crescer 1,87 mil milhões de euros em relação a 2011, mas servirá sobretudo para pagar o custo cada vez mais elevado do serviço da dívida. Álvaro Santos Pereira tem na Economia e no Emprego mais 3,52 mil milhões de euros que a soma das suas pastas obteve em 2011, com uma despe-sa consolidada de 6,05 mil milhões de euros.
Se na percentagem é o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, quem mais emagrece (10,6%), em termos de corte na despesa é a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, que fica em terceiro lugar, com menos 134,8 milhões de euros.
PROMOÇÕES TRAVADAS NA DEFESA
Depois dos desvios com os gastos de pessoal em 2011, o Orçamento do Estado para 2012 estabelece o "impedimento, a qualquer título, de consequências financeiras associadas a promoções e a progressões [na carreira dos militares das Forças Armadas]". Os militares contratados que saiam das Forças Armadas por sua iniciativa deixam de receber subsídio. Já a Lei de Programação Militar sofre um corte de vinte por cento.
Qualquer dia Portugal é um pais de Ricos onde tudo é pago, á custa da pobreza do povo. Já pensei,em dizer ao meu patrão,para fazer no final do mês a transferencia directa para a conta do Estado. Alguém sabe o NIB??????