Dia de Portugal: Presidente faz aposta forte na agricultura
Cavaco quer regresso ao campo
Agricultura e Interior. Eis os dois grandes temas do discurso do Presidente da República ontem em Castelo Branco, nas comemorações do 10 de Junho.
Por:António Ribeiro Ferreira/ A.S.
Cavaco Silva acha que é impensável o País ser auto-suficiente em matéria alimentar, mas entende que os actuais níveis de produção e os seis mil milhões de euros gastos na importação de bens agrícolas, contra três mil milhões registados nas exportações, são insustentáveis e exigem dos poderes políticos uma actuação determinada para se conseguir inverter esta situação. Por isso mesmo, o Presidente da República regista o progressivo envelhecimento da população agrícola, uma situação que exige a criação de estímulos para que os jovens regressem aos campos e ajudem, também, a inverter a actual desertificação do Interior, não só para o Litoral mas também para as cidades mais próximas, como é o caso de Castelo Branco.
Cavaco Silva lembrou, a propósito, que a escolha desta cidade beirã para a realização do 10 de Junho não foi um acaso e registou o facto de ter sido a primeira vez que o Dia de Portugal não se realiza numa cidade do Litoral.
O Presidente da República elogiou a construção de infra--estruturas que permitiram a quebra do isolamento e alertou para alguns caminhos de combate à desertificação que não passam de ilusões e que não resolvem o problema. Mas Cavaco Silva não se esqueceu da crise e do memorando da troika. Falou nas qualidades das gentes do Interior, nomeadamente a sua frugalidade, o seu sacrifício e a sua capacidade de resistência. Um exemplo, disse, que deve ser seguido por todos: "Aqui, em Castelo Branco, poderemos buscar no exemplo dos portugueses do Interior a inspiração de que precisamos para, uma vez mais, fazer das fraquezas forças e transformar as adversidades em oportunidades."
O memorando da troika veio logo a seguir no discurso presidencial: "É Portugal inteiro que tem de se erguer nesta hora decisiva. Um tempo de sacrifícios, de grandes responsabilidades." Com um veemente apelo final: "Não podemos falhar. É nestas alturas que se vê a alma de um povo."
PRESIDENTE PEDE CONTRIBUTO DOS MILITARES
O Presidente da República, Cavaco Silva, apelou ontem às Forças Armadas para que encontrem caminhos de forma a superar as dificuldades económicas, considerando que deverão ter um contributo "justo e equilibrado" mas sem "situações de privilégio". "A crise que vivemos é real, séria e ninguém o pode ignorar. A instituição militar conhece e compreende a gravidade da conjuntura que Portugal atravessa", disse Cavaco Silva, na cerimónia militar das comemorações do Dia de Portugal. O Comandante Supremo das Forças Armadas sugeriu aos militares que recorram a "decisões bem estudadas e ponderadas", de forma a manter o seu normal funcionamento.
Este cavaco e mesmo (um ald~rabão)com que então cultivar as terras? sera que esse senhor não se lembra que foi no tempo em que ele era primeiro ministro ( que ate pagou aos agricultorespara abandonar as terras ter cotasr