Campanha: Inauguração de sindicato junta figuras aparentemente opostas
Bailinho de Jardim e Mário Nogueira
A inauguração da sede do Sindicato dos Professores no Funchal, juntou ontem o improvável num mesmo acto oficial – o presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, e o líder da Fenprof, Mário Nogueira. "Se o problema da dívida existe, e aqui de dimensão agravada, é bom recordar que não é por responsabilidade de quem, honestamente, tem como quotidiano o trabalho", referiu no discurso o sindicalista, que ao CM frisou não estar ali a fazer campanha pelo PSD madeirense.
Por:Fernanda Cachão, enviada especial Madeira
"A Fenprof não se instrumentaliza. A inauguração estava marcada há muito. Este é o Dia Mundial do Professor, não podíamos deixar de estar presentes", disse Nogueira. E, no entanto, Jardim aproveitou a manhã para dar a sua opinião sobre a avaliação dos professores: "Na escola, quem deve ser avaliado são os alunos."
A falar para o País todo, Nogueira disse que o "se juntarmos os cortes destes dois anos [2011/2012] verificamos que se atingem 1300 milhões de euros, ou seja, quase 20 por cento do orçamento da Educação".
Durante o discurso, Jardim fez uma interrupção para chamar os jornalistas – queria anunciar que estão prontas as propostas para seguir para assembleia regional, a de adaptação do novo Estatuto, bem como a referente à avaliação de desempenho dos professores. Quanto ao pagamento dos retroactivos (cinco milhões de euros), disse que aguarda "a conclusão das negociações com o Governo da República [...], que não vão ser nada fáceis, fechar para poder saber com o que contamos mas, sobretudo, para a região poder dispor de liquidez para fazer face aos encargos".
A nova sede do sindicato, que junta quase metade dos cerca de 7500 professores na Madeira, custou 3,8 milhões de euros.
ACELERAR NO 'COELHO-MÓVEL'
O candidato do PTP às regionais, José Manuel Coelho, foi ontem à RTP Madeira entregar um tempo de antena de uma campanha eleitoral que tem sido, sobretudo, feita ao som do megafone e no ‘coelho-móvel’, uma carrinha que comprou há 10 anos a uma padaria, já então com um quarto de século.
Nesta campanha, segue ao lado de uma das filhas – a outra estuda no ISCTE, em Lisboa. Aos 23 anos, Rita Coelho é o número três nas listas de candidatos do partido. "Eu até não queria porque tinha medo que dissessem que este faz como o Jaime Ramos e o Alberto João: utilizam a sua influência para os filhos. O Jardim, por exemplo, arranjou para o filho uma empresa regional com capitais públicos para fazer a gestão das águas, em vez das câmaras, e isso já está a funcionar no Machico e na Ribeira Brava. A água sai mais cara às pessoas. Temos provas."
Ao longo da sua vida, Coelho andou sempre de braço dado com a política, ainda que nem sempre com o mesmo braço partidário – andou pela APU, UDP, PND, pelo qual foi apoiado nas últimas eleições a Belém, e agora no PTP.
O ZÉ BEXIGA QUE VAI DA MÚSICA À ASSESSORIA E À BURRA DO PND
O Zé Bexiga está para a Madeira como o Zé Povinho está para Portugal. A Márcio Mauro, de 31 anos, músico e animador, basta-lhe umas calças, galochas, camisa de flanela, barrete de lã, bochechas com ar de vinho e um dente a menos, para ser o estandarte do PND. À acção de campanha junta-se a burra branca, trazida do Porto Santo à custa de 150 euros de bilhete. Para a acção política mudará de sexo e chamar-se-á Jaiminho. E justifica: "Se fizéssemos campanha como os outros partidos ninguém nos ligava."
PONHAM ESSA ESCUMALHA NA CADEIA...E 1 PALHACADA AI EM PORTUGAL PAIS DE BANANAS DEPOIS AINDA AI HA ARRUACEIROS QUE DIZEM MAL DA AMERICA...