Rio de Mouro: Minuto e meio de terror gravado em circuito de videovigilância a que o CM teve acesso
“Avisaram que iam matar”
Sequestradas, sob ameaças de morte e com uma caçadeira apontada à cabeça, duas mulheres, funcionárias da pastelaria Central de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra, viveram momentos de terror. Às 20h13 de domingo, as portas do estabelecimento estavam a fechar quando três encapuzados, com a arma em punho, invadiram a pastelaria. "Queriam o dinheiro e avisaram que iam matar", disse ao CM Artur Freire, o proprietário.
Por:Magali Pinto /R.P.G.
Foi um minuto e meio de terror, comprovado pelas imagens de videovigilância, a que o CM teve acesso. "Um deles saltou o balcão e mandou as empregadas deitarem-se no chão. O outro fechou a porta e no final o terceiro foi buscar a caixa registadora e o cofre. Foi estratégico", diz Artur Freire. O casal de proprietários não estava na pastelaria.
"Fomos passar o fim-de-semana à Madeira. Tínhamos muito dinheiro na pastelaria, porque ao todo era a caixa de sexta-feira, sábado e domingo." Ao que o CM apurou, foram levados perto de cinco mil euros.
Ontem, Artur e Ilda Freire estiveram a falar com a Polícia Judiciária, que já anda à caça dos três assaltantes. Apesar do susto, as duas funcionárias não sofreram ferimentos. "Elas ficaram em pânico", conta Ilda.
Os três ladrões estavam encapuzados e, num minuto e meio, "não levaram tabaco, nem bebidas. Só queriam o dinheiro. O pior foi quando um deles não conseguia abrir a caixa registadora e obrigou uma das empregadas a levantar-se e a ir buscar o dinheiro", explicou a proprietária.
Não se sabe se os assaltantes utilizaram um carro para a fuga. Artur e Ilda já têm a pastelaria Central de Fitares há seis anos e nunca antes tinham sido assaltados.
Os ladrões, todos jovens, não cometeram grandes erros durante o roubo armado. Pelo menos não deixaram impressões digitais, uma vez que utilizavam luvas. Dominaram as duas vítimas pelo terror e fugiram.
DUPLA SEQUESTRA PROPRIETÁRIO DE MINIMERCADO E ROUBA 450 EUROS
Shaif Noor conversava anteontem ao final do dia com um amigo, a poucos minutos de encerrar o minimercado que gere na avenida Afonso Costa, em Lisboa. A entrada de dois homens armados surpreendeu o homem de 33 anos. "Eles vinham com uma pistola. Quiseram logo o dinheiro da caixa registadora, que tinha 450 euros. Depois ainda levaram várias bebidas, tabaco e produtos de higiene", disse ontem ao CM Shaif Noor. Os dois assaltantes conseguiram roubar o estabelecimento em poucos minutos. Só havia um cliente. "Foi assustador. Eu e o meu amigo ficámos quietos, encostados à janela e nem reagimos", concretizou.
Também este caso já está a ser investigado pela Secção de Roubos da Polícia Judiciária de Lisboa. Os dois ladrões fugiram num carro sem matrícula.
LANÇAM TERROR EM RESTAURANTE CHEIO DE CLIENTES
Nem a presença dos clientes, ainda sentados na esplanada, impediu dois homens armados de invadirem um restaurante na Praia do Castelo, em Albufeira.
O assalto violento ocorreu anteontem à noite e durou pouco mais de um minuto. Um dos assaltantes, ao que o CM apurou no local, entrou pela janela armado com uma pistola. O outro caminhou pela porta com a caçadeira de canos serrados na mão. Entre a janela e a porta estava Patrick Willi, a celebrar o 76º aniversário com duas amigas. "Como estavam com gorros na cabeça, pensei que era uma brincadeira. Só quando correram para fora do restaurante é que percebi que era um assalto", recordou ao CM o suíço, a residir no Algarve há 25 anos.
Lá dentro, os empregados do restaurante viviam momentos de terror. "Gritaram para nos deitarmos no chão e depois ameaçaram uma colega para abrir a caixa registadora", recordou um dos funcionários. Os assaltantes levaram uma mochila com cerca de dois mil euros e fugiram num Opel Corsa cinzento, onde aguardava um terceiro elemento. A GNR de Albufeira tomou conta da ocorrência e a PJ está a investigar.
Isto dá-me cá uma revolta. As pessoas trabalham uma vida inteira para terem alguma coisa, depois vêm estes parasitas da sociedade e fazem coisas destas. São uns miseráveis, uns falhados, até metem raiva.