Concerto: Banda nova-iorquina regressou a Lisboa três anos depois
Lisboa na mira dos Interpol
O Campo Pequeno esteve bem composto ontem à noite para ver o regresso dos nova-iorquinos Interpol a Lisboa, onde há três anos deixaram boas lembranças nos concertos do Super Bock Super Rock e do Coliseu.
Por:Sofia Canelas de Castro
A primeira parte foi assegurada pelos também americanos Surfer Blood, que aqueceram uma plateia maioritariamente jovem.
De negro vestidos e à hora certa (22h00), Paul Banks e os colegas subiram ao placo e logo telemóveis e máquinas fotográficas da plateia se alçaram para registar o arranque do concerto.
Com um som ainda por afinar – e a abafar ligeiramente a voz inconfundível do líder da banda –, os Interpol depressa se atiraram ao álbum homónimo, que vieram mostrar desta vez à capital, após terem feito as primeiras partes dos concertos dos U2 em Coimbra.
O alinhamento tinha temas novos, como ‘Success’, mas foram os mais antigos ‘Narc’ e ‘Slow Hands’ a fazer o público mais vibrar num concerto que ainda decorria à hora de fecho desta edição.
Entre músicas, Paul Banks ia sorrindo e agradecendo lacónico, com um "obrigado" em português, para acrescentar o "é sempre um prazer" em inglês.
Pela noite dentro foram os êxitos dos três primeiros álbuns, temas como ‘C’mere’, ‘Barricade' e 'Lights', que arrancaram reacções mais entusiásticas da plateia.
Sem grandes artifícios a nível cénico, apenas com uma contraluz em tons de azul, a banda deixou o Campo Pequeno ao fim de hora e meia de espectáculo e depois de apenas um encore da praxe.
No final, ficou o sabor de um espectáculo competente, ainda que não inesquecível. Na harmonia da musicalidade, faltou a força ao microfone de Paul Banks, voz inconfundível que costuma dominar os espectáculos.