Atlântico quase enche para ouvir canadiano
Leonard Cohen embala oito mil
Foi a terceira visita a Lisboa em apenas três anos, mas, entre repetentes e estreantes, o Pavilhão Atlântico esteve perto de encher ontem à noite para ouvir a voz inconfundível de Leonard Cohen.
Por:Sofia Canelas de Castro
O canadiano chegou às 21h15, quinze minutos após a hora marcada, de fato negro vestido e com o inconfundível chapéu, e, antes que pudesse começar a cantar, teve de aguardar alguns instantes pelo fim da grande ovação que ecoou pelo Atlântico, com a Plateia VIP toda de pé.
Prestes a completar 76 anos (que faz já no dia 21), Cohen não denuncia a idade e logo se ajoelhou em palco para cantar ‘Dance Me to the End of Love’. Num concerto que se previa irrepreensível, o que logo se confirmou, êxitos como ‘Ain’t No Cure for Love’, ‘Bird on a Whire’, ‘Everybody Knows’ e ‘In My Secret Life’ – este último acompanhado por um compasso de palmas oferecido pelo público – entusiasmaram a plateia.
Entre os cerca de oito mil presentes, destacava-se, maioritariamente, a faixa etária entre os 50 e os 60 anos, mas, ainda assim, a assistência atravessou gerações.
Menos comunicativo com a plateia do que é habitual, Cohen não deixou o seu cavalheirismo de lado, demonstrando-o entre temas cantados de joelhos e vénias para a assistência, em que tirava o chapéu para saudar o público.
Como previsto, a noite fez-se de baladas poéticas e emotivas, ao som da voz grave e quente do canadiano e de uma banda irrepreensível na actuação. Canções que atravessam gerações sem perder actualidade e que desfilaram ao longo de três horas, que ainda iam a meio à hora de fecho desta edição.
Estive lá, foi simplesmente maravilhoso! O seu charme é contagiante e até os mais novos se via que gostaram, é pena não vir ao Norte, pois eu tive qur ir a Lisboa, para assistir ao espetaculo.