No passeio marítimo de Algés
Katy B aquece segundo dia de Optimus Alive (COM VÍDEO)
Katy B, The Antlers, Awolnation, Tricky, Sebastian e Blasted Mechanism foram as bandas em destaque nos palcos secundários do segundo dia do Optimus Alive, no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras.
Por:Pedro Rodrigues Santos
THE ANTLERS
The Antlers ofereceram às poucas centenas de pessoas que começaram a ocupar o palco secundário um concerto competente, com alguns rasgos de emoção pelo meio.
Marcado para o início da noite de ontem, e com o grosso da multidão ainda do lado de fora, Peter Silberman e os seus acólitos divagaram pelos sons mais espaciais de ‘Burst Apart' e ‘Hospice, os dois últimos trabalhos da banda de Nova Iorque.
Mesmo assim, os sons debitados por The Antlers foram suficientemente apelativos para encher, já no final do concerto, um espaço que até então se tinha mostrado demasiado grande para o seu som.
AWOLnation
"É a primeira vez que estamos em Portugal, por isso, espero que se divirtam", afirma Aaron Bruno antes de atacar "Not Your Fault' para uma audiência que ocupava todos os centímetros do palco Heinenken. Os AWOLnation, que tinham arrancado com ‘People', não deixaram indiferentes as largas centenas que ocuparam o espaço, e souberam puxá-las até ao extremo com um concerto cheio de força e de ritmo.
Tomando como base o seu último trabalho ‘Megalithic Symphony', Bruno deu largas à sua efusividade em cima do palco. Quase de forma inesperada, ultrapassou a barreira que o separava do público e deixou-se engolir pelas pessoas mais próximas, até o conseguirem erguer para um ‘crowd surfing' magnético. E, quem sabe, se a segurança não o arrancasse das centenas de braços que o amparavam, não seguisse para fora do espaço.
TRICKY
Já bem conhecido dos palcos nacionais pelos seus espectáculos poderosos, Tricky não desapontou no palco secundário. De tronco nu e em pose rebelde, atacou um público conhecedor dos seus sons com um dos melhores concertos da noite de ontem. Se alguém esperava que o tom acalmasse, depressa percebeu que nada disso iria acontecer. E como acalmar uma audiência em êxtase quando se debita ‘Ace of Spades' numa versão arrasadora do original dos Motörhead, ladeados por uma série de felizardos em cima do palco?
KATY B
Tarefa ingrata para Katy B, que actuava no palco Heineken à mesma hora que os The Cure iniciavam a sua maratona musical de três horas. Espaço a meio gás, que levou o MC de serviço a exigir que todos fizessem muito barulho, face ao ar indolente com que as cerca de 300 pessoas encaravam o espectáculo.
Algo era necessário fazer para animar o público, e a rapariga não se fez rogada. Alinhando num fortíssimo ‘dubstep' que preenche as noites das melhores discotecas inglesas, Katy Barranca com ‘Movement' e ‘Broken Record', de ‘On a Mission', o seu único registo até ao momento.
"Quem é que aqui está apaixonado?", pergunta maliciosa para um público ainda amorfo, antes de atacar ‘Louder'. Talvez tenha sido essa a chave que despertou a atenção das pessoas que circulavam à volta do espaço. Quase sem se dar por isso, o espaço enche até ao limite para um final de concerto poderoso com ‘Sweet Dreams', numa versão óptima da canção dos Eurythmics.
‘Perfect Stranger' encerra em beleza, com Katy B a descer ao fosso do palco, e a deixar-se abraçar pelas pessoas que conseguiram resistir coladas às grades durante todo o concerto.
SEBASTIAN
O francês Sebastian trouxe na bagagem ao Optimus Alive ‘Total', o seu único álbum até ao momento. Dono de um electro contagiante, não deixou que as pessoas que assistiram antes a Katy B fugissem para o palco principal (The Cure ainda ia a meio das 36 canções que tinham prometido para ontem à noite).
Do alto do seu púlpito, o dj francês nunca deixou de puxar pelo público, que reagia com entusiasmo às palavras de ordem que se cruzavam nos ecrãs com imagens de revolta em vários pontos do mundo.
BLASTED MECHANISM
Tarefa facilitada para os Blasted Mechanism, que tinha a missão de encerrar o segundo dia do Optimus Alive. Aproveitando a debandada geral que se seguiu ao final dos The Cure, atacou de imediato os fãs com ‘Blasted Generation', do seu último álbum homónimo.
Uma espécie de pirâmide em cima do palco, que albergava a bateria de Fred Stone, atirava a imaginação para os ambientes mais ciberespaciais que a banda cultiva. Não ajudava à festa era o vento e o frio que atravessavam o espaço, ao ponto de até os mais resistentes começaram a ir embora.