Sala lisboeta a meio gás
Coliseu não enche para Goldfrapp
Foi com um tom irónico que Alison Goldfrapp abriu, anteontem, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, o concerto da banda que lidera, os Goldfrapp. "Obrigada por terem vindo", disse, rindo-se. É que, na altura em que a actuação arrancou, pouco passava das 21h30, o recinto estava por metade – e nunca chegaria a encher.
Por:Ana Maria Ribeiro
Com um dispositivo cénico simples (uma espécie de túnel sem profundidade) e um jogo de luzes (quase) rudimentar, a banda inglesa proporcionou, ao longo de uma hora (com dois encores que prolongaram o concerto por mais meia hora), um espectáculo previsível, típico de uma banda da ‘era videoclip’. Com uma ventoinha a fazer esvoaçar os seus excêntricos casacos (de fitas brilhantes ou pêlo falso), a cantora fez um show isento de falhas, mas sem rasgos de criatividade. A música saiu ‘perfeitinha’ como nos discos e, tanto nos gestos como naquilo que foi dizendo, tudo parecia ensaiado ao pormenor.
Não é que isso tenha desagradado ao público. Os fãs (na casa dos 20 e 30 anos) ouviram atentamente ou dançaram do princípio ao fim ao som dos temas hipnóticos da banda. Como em transe.