A partir de Abril
Cinemateca reduz sessões diárias para três
A Cinemateca Portuguesa foi "obrigada" a reduzir a sua oferta de Abril a três sessões diárias, em lugar das habituais cinco, devido às medidas administrativas introduzidas por uma nova portaria, que diz diminuir a sua "autonomia financeira e administrativa".
Segundo explicou à agência Lusa a directora da Cinemateca Portuguesa, Maria João Seixas, a "autonomia financeira e administrativa [da Cinemateca], de repente, deixou de ser muito óbvia" e neste período de "adaptação" às novas regras entendeu-se "que era melhor das cinco sessões [diárias] cortar duas". Mas, sublinha, esta medida "é temporária", embora afecte não só a programação como o arquivo.
Já em Março, a Cinemateca teve que suspender uma dezena de sessões anunciadas. Simultaneamente, e ao contrário da prática habitual, a divulgação pública do programa de filmes exibidos no mês de Abril não será feita em desdobrável impresso, mas apenas através da Internet e dos avisos afixados na sede.
"Estamos a encaixar-nos no sistema, a tentar afectar o menos possível aquilo que são as atividades fulcrais da Cinemateca", garante Maria João Seixas.
Na origem está a Portaria 4-A/2011, de Janeiro, que introduziu novas medidas administrativas que afectam "a aquisição de serviços de todos os organismos públicos", refere a responsável.
"Não afecta o orçamento, mas afecta a maneira de utilizar o orçamento", sublinha, mencionando o exemplo do transporte e da legendagem das cópias de filmes.
"Não temos outro recurso se não fazer cumprir esses procedimentos, que obrigam a pedidos de autorização, de cabimentação, de uma série de coisas que não tínhamos que fazer antes", justifica, recusando, porém, que a decisão de reduzir temporariamente as actividades da Cinemateca seja "um sinal de baixar os braços".