Portugueses fazem descoberta no Golfo de Cádis
Novos locais onde procurar petróleo
Investigadores portugueses participaram em perfurações no leito do Golfo de Cádis e descobriram novos locais onde será possível encontrar-se petróleo.
Por:André Pereira
A Expedição 339, que envolveu 35 cientistas de 14 países ao longo de dois meses, a bordo do segundo maior navio laboratório do mundo, encontrou ainda dados que podem dar novas indicações sobre alterações climáticas e formação de tsumanis e terramotos.
As perfurações foram realizadas em parte junto à costa algarvia e alentejana e permitiram a recolha de sedimentos e lama com 5,3 milhões de anos.
“A determinada profundidade encontrou-se mais areia do que o esperado. Isto indicia a existência de locais de armazenamento de petróleo e gás natural que até agora não eram pesquisados na prospecção petrolífera”, explicou Fernando Barriga, investigador do departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Com furos até cerca de 1000 metros abaixo do leito do Golfo de Cádis foi possível ‘recuar no tempo’ e constatar a evolução climática ao longo dos últimos 1,5 milhões de anos.
“Os próximos anos serão de trabalho muito intenso nos laboratórios dos nossos cientistas. Agora temos de descodificar todos os dados e informações recolhidos”, explicou Francisco Hernández-Molina, um dos investigadores principais da expedição.
O objectivo passa agora por “publicar, dentro de dois meses, as grandes conclusões da investigação” e até 2013 reunir todo o trabalho dos 35 investigadores e apresentar os dados mais pormenorizados.
PROFESSOR DE LOULÉ
Hélder Pereira, professor de Biologia/Geologia do ensino secundário, também fez parte da equipa que durante dois meses efectuou perfurações em sete localizações diferentes.
Encarregue de elaborar toda a comunicação com o “mundo exterior”, Hélder Pereira garante que não demorava “um segundo a pensar na troca da carreira de professor pela de investigador a bordo do JOIDES Resolution”. “O bichinho da investigação ainda está muito vivo”, acrescentou, contando que realizou 31 videoconferências para escolas e museus de todo o mundo.
Actualmente trabalho num país rico em petrolio, será que ainda irei a tempo de poder transmitir alguns conhecimentos, no ramo em portugal...!