As forças de segurança podem não conseguir assegurar todos os serviços até ao final do ano, devido aos cortes orçamentais. Os próprios salários estão em risco. Este mês, por exemplo, a GNR já não conseguiu pagar a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social dos militares.
Ao que o CM apurou, já a partir do segundo semestre a contenção da despesa vai afectar, do lado da GNR, a Investigação Criminal, a operacionalidade do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), o pagamento de ajudas de custo, os passes sociais e deslocações, nomeadamente no que diz respeito a gastos com combustíveis.
Confrontado com a situação, o tenente-coronel Costa Lima, porta-voz do Comando-Geral da GNR, disse apenas que, "apesar das questões financeiras do País", a Guarda "garantirá sempre a segurança dos cidadãos". Uma outra fonte da GNR contactada pelo CM, e que pediu o anonimato, foi contudo mais precisa: "Se o Governo não disponibilizar verba para a GNR já em Agosto, o pagamento de salários será quase impossível. Nessa altura, muitos serviços que não são o patrulhamento normal ficam comprometidos."
Do lado da PSP, a situação é semelhante. Exemplo disso é o facto de a Direcção Nacional ter sido este mês obrigada a suspender o pagamento do subsídio de fardamento. O corte é justificado com "ajustes necessários ao financiamento da Polícia", segundo fonte oficial.
Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, teme no entanto que estes "ajustamentos" venham a comprometer o pagamento de salários. "Antes de começar o ano, avisei que quando chegarmos a Novembro não vai haver dinheiro para salários. Segundo nos informou o MAI, vamos ter, muito provavelmente, de ir buscar a verba destinada a equipamentos para pagar os ordenados".
DOIS MIL POLÍCIAS E MILITARES
Em Outubro deste ano, a PSP e a GNR vão ver o seu efectivo reforçado em dois mil efectivos – mil para cada força de segurança. Isto depois de em 2010 não ter havido admissões. Os novos agentes e militares devem entrar ao serviço já em Outubro. Os respectivos cursos estão a decorrer em Torres Novas, no caso da PSP, e em Portalegre, no que diz respeito à GNR. "Vai ser complicado para estes novos elementos começar a trabalhar com todos os condicionalismos de ordem financeira existentes, mas a verdade é que são necessários para garantir a segurança e fazer face ao défice de homens", disse ao CM António Ramos, presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia.
Ontem, na inauguração do novo quartel da GNR em Arouca (ver texto nesta página) o ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, falou sobre as novas admissões.
"Estamos a desenvolver cursos para o recrutamento de mil militares para a GNR e mil agentes para a PSP a nível regional", disse o ministro.
"Este reforço", acrescentou, "permitirá manter os elevados níveis de segurança, prevenção e repressão da criminalidade que existem no nosso país".
NOVO POSTO DE AROUCA CUSTA 1,7 MILHÕES
O novo posto da GNR inaugurado em Arouca envolveu uma verba global da ordem dos 1,7 milhões de euros. "Trata-se de um investimento significativo, que permitiu dotar a GNR de um quartel moderno, funcional e digno", disse o ministro Rui Pereira. Apesar de estar concluído desde Junho de 2010, o quartel apenas foi ocupado no mês passado, um atraso que ficou a dever-se a problemas relacionados com o fornecimento de electricidade. Englobando dois edifícios, o equipamento ocupa uma área total de 1450 metros quadrados e foi descrito como "do mais moderno que existe".
REDUÇÃO DE AJUDAS EM MISSÕES
Todos os anos partem para missões no estrangeiro dezenas de agentes, que a partir de agora podem ver as ajudas de custo reduzidas. Actualmente, a PSP conta com efectivos em Timor, Chade, Kosovo e Guiné-Bissau. Apesar de a remuneração ser paga pela ONU, os polícias mantêm o salário de Portugal e recebem ainda ajudas de custo do Governo português. Para já, está prevista para 2012 uma redução substancial – ou mesmo o fim – do efectivo em Timor, com o término das missões da ONU no território. O governo timorense já pediu contudo a permanência das forças portuguesas.
MAIS DE 100 VÃO PARA TIMOR
Mais de 100 militares da GNR estão prestes a seguir para Timor, um dos locais de missão integrada da ONU para onde são destacados mais efectivos. A missão centra-se na formação das polícias locais. De regresso estão os 140 militares do Subagrupamento Bravo que partiram em Outubro. Todos estes militares contam com ajudas de custo.
DISCURSOS DIRECTOS
"ORÇAMENTO NÃO CHEGA": António Ramos, Presidente do SPP
Correio da Manhã – Como explica as dificuldades económicas na PSP logo no início do ano?
António Ramos – Isto é a consequência do desinvestimento do Governo nas polícias e o desinteresse na segurança do País. Este orçamento não chega.
– Tinha conhecimento destes problemas?
– Sim. Temos tido várias reclamações de polícias de norte a sul do País. O dinheiro faz-lhes falta e é mais do que legítimo. Trabalham para o ter no final do mês.
– Que outras reclamações tem recebido?
– Sobretudo ao nível do pagamento do trabalho gratificado. As entidades pagam mas não chega aos agentes. Este dinheiro pode estar a cobrir outras despesas.
"SITUAÇÃO DE DESESPERO": José Alho, Presidente da ASPIG
Correio da Manhã – Porque razão foi necessário levar a cabo cortes na GNR tão cedo?
José Alho – Esta situação preocupa-nos bastante e é desesperante ver que já estamos numa fase tão complicada. O motivo é simples: não disponibilizaram a verba necessária.
– Qual a razão?
– As áreas de responsabilidade são cada vez maiores e não houve um acompanhamento das necessidades. Não podemos gastar o mesmo quando a actuação é mais alargada.
– O que é mais preocupante no que toca a cortes?
– É o corte na Investigação Criminal, mas concordo que o último deve ser o patrulhamento. Em primeiro lugar está o cidadão.
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Na GNR há dois regimes remuneratório em vigor que permite que militares mais antigos no posto e com mais anos ao serviço da GNR tenham um ordenado inferior aos mais modernos no mesmo posto e menor tempo de serviço.
É a VERGONHA NACIONAL, para os senhores andarem a ganhar ajudas de custo (ao fins-de-semana) para colmatar os cortes, já há dinheiro.Se a PSP e a GNR se unirem e forem para a RUA quero ver que é que os vai impedir.
Algumas pessoas não sabem o que dizem,... Pôr as forças armadas na rua, seria sinonimo da democracia estár a chegar ao fim, é preciso um ano de formação e aguns de experiência para se formar um policia que aplique a lei.
Então se não existe dinheiro para pagar áqueles que nos dão segurança, coloquem os militares nas ruas a darem-nos protecção, em vez de estarem nos quarteis a receber para não fazerem nada.
Pelo menos façam qualquer coisa
A verdade é que ninguém subsiste sem salário. E as nossas obrigações têm que ser cumpridas. Vamos ser mais sérios Srºs políticos. Cortem no subsídio de refeição... Abaixo os tachos!!!!
Amigos pior que isto é terem congelado as transferências e por ex. os agentes da PSP do 7ºCFA não podem meter o papel de transfêrencia para o comando que pretendem e são obrigados pela DN a ficar à espera.
deixem de gastar rios de dinheiro com viaturas para levar os senhores oficiais a casa e anda-los a passear nos fins de semana e já poupam muito dinheiro. É uma vergonha de mordomias
Para pagar ordenados na RTP 3 ou 4 vezes mais que o do mais alto cargo da Nação, por uma hora ou duas de serviço, não falta dinheiro...300 milhões de€ (60 milhões de contos...)daria uma boa ajuda...
Como são profissões de 2ª, nem tem direito a fazer greve e se abrirem a boca levam logo com processos disciplinares e ameaças de demissão, pode o governo fazer tudo. SEM SALÁRIO NÃO HÁ SERVIÇO.
So existe uma coisa a fazer,vamos copiar o EGIPTO e limpar a nossa assembleia ,Governo e Presidente.E tudo inutil em Portugal,e cada vez pior sabem porque? aquela palavra habitual na nossa mente,CORRUPCAO .
os guardas e os policias também não precisam de ordenado, já que a lei não os deixa trabalhar tambem não deviam receber.
só t~em que fazer o serviço deles, ajudar o cidadão, por em risco a vida (sem qualquer compensação)
Falta dinheiro?! Mas ainda na semana passada, o ministro e respectiva equipa alegremente almoçaram numa unidade da GNR um bom prato de lampreia, enquanto os sargentos e praças contentaram-se com um prato de pescada.
Salários da PSP e GNR em risco ? não me parece nada fácil... É o pilar do Governo se isto der para o torto... mal começasse as pilhagens, homicidios, roubos etc havia logo dinheiro...
Tem uma certa piada não haver dinheiro!
Mas Há para premios e graduações.
Vão buscar as patentes que se encontra a estorvar onde não precisam e já se poupa o dinheiro das graduações (o que não é pouco)!
Será que é agora que vem a revolução para enviar Sócrates, Armandos Varas e afins para a cadeia, fazer cumprir a lei e ninguém rouba o País não ganhando salario superior ao PR ou é preciso que falte o salário aos militar
É claramente o principio do fím, policias sem ordenado só pode dar em revolução, na proxima manifestação lá estarão os policias ao lado dos manifestantes, a fazer de instigadores,Portugal será o proximo Egipto.
não há dinheiro, mas há comandos territoriais que passou quase tudo a T.C.não sei para comandar quem, trabalhem os sargentos e outros que recebem pela tabela remuneratória do ex.cmdt geral
os guardas e os policias também não precisam de ordenado, já que a lei não os deixa trabalhar tambem não deviam receber.
só t~em que fazer o serviço deles, ajudar o cidadão, por em risco a vida (sem qualquer compensação)
Inadmissivel que perante uma situaçao destas ocorram comentarios menosprezando o trabalho das forças policiais pricipalmente vindo de alguem que pelos comentarios que tece demonstra uma profunda ignorancia da realidade
O Sr. António deve ser um MITRA qualquer que deve ter problemas com a Guarda e a Policia, mas também deve ser daqueles que quando precisa vem mansinho e a chorar...
Força sr. António,pessoas como o sr é que fazem falta!
Eu alisto-me a vcs, GNR E PSP, vamos dar cabo deles todosjuntem-se sejam unidos não se deixem levar! estão a brincar ou k!..eu ainda xei pegar em armas ainda me doi o coração das malvades, não digam que não têm dinheiro.
Na GNR há dois regimes remuneratório em vigor que permite que militares mais antigos no posto e com mais anos ao serviço da GNR tenham um ordenado inferior aos mais modernos no mesmo posto e menor tempo de serviço.
A verdade é que ninguém subsiste sem salário. E as nossas obrigações têm que ser cumpridas. Vamos ser mais sérios Srºs políticos. Cortem no subsídio de refeição... Abaixo os tachos!!!!
Algumas pessoas não sabem o que dizem,... Pôr as forças armadas na rua, seria sinonimo da democracia estár a chegar ao fim, é preciso um ano de formação e aguns de experiência para se formar um policia que aplique a lei.
O Povo que veja bem a miséria a que isto chegou pois ele é que vai sentir na pele a insegurança nas ruas,assaltos e roubos não são os governantes nos carros blindados,a anarquia vai surgir,os policias olham pró lado.
Para pagar ordenados na RTP 3 ou 4 vezes mais que o do mais alto cargo da Nação, por uma hora ou duas de serviço, não falta dinheiro...300 milhões de€ (60 milhões de contos...)daria uma boa ajuda...
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Na GNR há dois regimes remuneratório em vigor que permite que militares mais antigos no posto e com mais anos ao serviço da GNR tenham um ordenado inferior aos mais modernos no mesmo posto e menor tempo de serviço.