Os clientes são os mesmos, mas gastam cada vez menos dinheiro. Costumava facturar entre dez e doze mil euros por mês, mas em Novembro não cheguei aos seis mil." Vânia é brasileira, tem 29 anos e trabalha na prostituição há quase três, em Braga. Agora, tal como muitas das suas colegas, está a ponderar partir para outras paragens.
"Duas amigas regressaram ao Brasil, mas já cá estavam há bastante tempo. Eu e outras duas estamos a pensar fazer uma aventura por Espanha ou França, porque o negócio caiu mais de 40 por cento", disse Vânia.
Também Riga, uma ucraniana que há cinco anos se ficou pela capital minhota, tenciona, em breve, abandonar o País. "Há um ano isto era muito bom. Atendia menos clientes e ganhava muito mais. Hoje, por causa da crise, temos de trabalhar mais e ganhamos bastante menos", afirma.
O dono de um dos bares de alterne mais conhecidos da Galiza, Espanha, disse ao CM que "todos os dias" chegam mulheres oriundas de Portugal, sendo a maioria brasileiras.
"Dizem que em Portugal o negócio está mau e pretendem trabalhar aqui em Espanha. No entanto, as coisas por cá também não estão muito famosas e algumas vão para França ou para a Holanda", explicou o empresário.
De resto, as mulheres que se dedicam à prostituição em casas e em apartamentos estão a criar, entre elas, um esquema de rotatividade entre cidades, por forma a atraírem mais clientes. "Eu e a minha colega trocamos, de vez em quando, com duas moças amigas de Setúbal, porque os clientes que lêem anúncios de jornal gostam de novidades. E há muitas a fazer isso", diz Joana. Esta brasileira diz mesmo que já fez a "volta a Portugal", uma vez que roda por cidades como Braga, Leiria, Setúbal, Évora ou Faro.
"ANTES GANHAVA 15 MIL EUROS POR MÊS"
Em Portugal, a única coisa que dá dinheiro é a prostituição", diz Tatiana (nome fictício), uma brasileira de 38 anos, enquanto lamenta a redução dos rendimentos provocada pela crise económica e a discriminação a que estão sujeitas as prostitutas no nosso País.
A trabalhar há cinco anos em Portugal, actualmente na região de Leiria, a mulher afirma que ela e as colegas "não são bem aceites". "Há muita desigualdade", diz acrescentando que o apertar do cinto é, no caso da prostituição, mais do que uma metáfora. "No início, quando cheguei, ganhava 15 mil euros por mês. Agora não consigo mais de quatro ou cinco mil", explica.
Os preços que Tatiana pratica oscilam entre os 40 e 100 euros, conforme o tipo de relações sexuais, mas admite, por causa da crise, rever as tabelas.
"CHEGAVA A GANHAR 200 EUROS POR DIA"
Para os brasileiros Marcos e Mónica (nomes fictícios), que vivem e trabalham no negócio do sexo no Alentejo há vários anos, a realidade não é diferente do resto do País. A crise também lhes bateu à porta. Para já não tencionam sair de Portugal, mas os números são inferiores aos de outros tempos. "Chegava a ganhar 200 euros ou mais por dia. Hoje é muito complicado", disse ao CM o jovem natural do Rio de Janeiro. Ambos garantem que muitos compatriotas já foram tentar a sorte para outras paragens, mas dizem que parte da culpa se deve à desvalorização do euro, em relação à moeda do Brasil, país em grande desenvolvimento. "O real ganhou um terço em relação ao euro. O câmbio já não está favorável para quem quer mandar dinheiro para casa", assegura Mónica, natural da Bahia.
"GASTO MAIS DE 250 EUROS EM ANÚNCIOS NA NET"
Marisa (nome fictício) é uma jovem brasileira que se dedica à prostituição através de anúncios em jornais e em sites na internet. "O jornal é mais eficaz, mas a net também é uma boa aposta. Gasto mais de 250 euros por mês em anúncios na net, sobretudo para expor as minhas fotografias", diz Marisa, amante das novas tecnologias. Mas o que esta jovem gostava era de ver a prostituição legalizada em Portugal. "Gostava de que as garotas de programa pudessem pagar impostos e que houvesse fiscalização adequada", salienta a imigrante, destacando que isso facilitaria a vida a toda a gente, sobretudo em tempos de crise. "Os clientes teriam a garantia do nosso controlo sanitário e o Estado angariava receita através dos nossos impostos", diz a jovem.
MENOS RUSGAS NO ALTERNE
As mulheres ilegais a prostituírem-se em Portugal são cada vez menos. Talvez por isso, as autoridades tenham abrandado o ritmo das rusgas em casas de alterne.
João (nome fictício), dono de uma casa de alterne na região do Minho, disse ao CM que há mais de um ano que a sua casa não é alvo de qualquer fiscalização por parte das autoridades.
"Andámos aí uns tempos que era quase todas as semanas. Agora isto tem estado calmo. Também é preciso ter em conta que as mulheres, estando legais, ninguém as pode proibir de estar aqui a beber uns copos", disse o empresário.
O negócio também está a passar por uma fase "menos florescente". Os empresários asseguram que hoje se "ganha pouco mais de metade do que há um ano".
"As pessoas não têm dinheiro e, como é lógico, começam por cortar na diversão. Um cliente que pagava uma ou duas garrafas de champanhe, agora paga um uísque, e dos mais baratos", diz João.
De resto, este empresário refere que "têm fechado várias casas, em todo o País, e é raro ver-se uma nova a abrir. Está difícil", diz.
DISCURSO DIRECTO
"O BRASIL ESTÁ A DAR APOIOS": Inês Fontinha, Directora da Associação Ninho
Correio da Manhã - Muitas mulheres que se prostituíam em Portugal estão a regressar ao Brasil. É para fugir à crise?
Inês Fontinha - Também será, mas o regresso está a acontecer fundamentalmente porque o Brasil está a dar grandes apoios a estas mulheres.
- Que tipo de apoios?
- O governo brasileiro criou um programa chamado ‘Vira Vida', que consiste em programas concretos de formação profissional com o objectivo claro da reintegração social.
- E já há resultados?
- O que me dizem é que o projecto tem sido um grande sucesso.
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sexo 100 pagar cada x ha mais ...pagar so os frustados prostit. nunca vai acabar mas devia de ser legal visto existir com consentimento dass autoridades da treta.....minha rica holanda ou belgica ...sexo sem pagar!!!!
As prostitutas não podem ser bem vistas por cá porque se prostituem em prédios habitacionais, de familias decentes e que têm de conviver com o movimento, a insegurança, e barulho delas a qualquer hora do dia ou da noite!
Se os portugueses pensarem bem o dinheiro k elas ganham sem pagarem impostos, enquanto outros portugueses ganham o ordenado minimo e ainda tem k pagar impostos. se fosse kmo aki na holanda tinham k pagaram impostos.
Talvez a falta de clientes se deva à invenção da internet e dos sites amigáveis criados. E além do mais as namoraditas, hoje em dia, já não se fazem rogadas. Daí a tal crise!
A hipocrisia continua. Talvez, finalmente, seja a hora de legalizar, fornecer serviços de qualidade (digo... saudáveis) e cobrar impostos pq deixar de ir às p.... nunca ninguém deixará de ir. Veriamos bons resultados.
Bem pois é,as prostitutas fogem da crise e não temem excesso de bagagem, o fisco protegias, por serem limpadoras de canalizações ,pobres dos eletricistas e tantos ouros a recibo ,mas as semi prostitutas são-no
Porque?
Com as ideias das "meninas" começarem a pagar impostos, há que fugir ao Teixeira dos Santos. Imaginemos as ditas em plena fase laboral, a dizer no fim: Filho "COM OU SEM IVA"? - H.Jorge Silva
Se os portugueses pensarem bem o dinheiro k elas ganham sem pagarem impostos, enquanto outros portugueses ganham o ordenado minimo e ainda tem k pagar impostos. se fosse kmo aki na holanda tinham k pagaram impostos.
Com as ideias das "meninas" começarem a pagar impostos, há que fugir ao Teixeira dos Santos. Imaginemos as ditas em plena fase laboral, a dizer no fim: Filho "COM OU SEM IVA"? - H.Jorge Silva
As prostitutas não podem ser bem vistas por cá porque se prostituem em prédios habitacionais, de familias decentes e que têm de conviver com o movimento, a insegurança, e barulho delas a qualquer hora do dia ou da noite!
sexo 100 pagar cada x ha mais ...pagar so os frustados prostit. nunca vai acabar mas devia de ser legal visto existir com consentimento dass autoridades da treta.....minha rica holanda ou belgica ...sexo sem pagar!!!!
Bem pois é,as prostitutas fogem da crise e não temem excesso de bagagem, o fisco protegias, por serem limpadoras de canalizações ,pobres dos eletricistas e tantos ouros a recibo ,mas as semi prostitutas são-no
Porque?
Talvez a falta de clientes se deva à invenção da internet e dos sites amigáveis criados. E além do mais as namoraditas, hoje em dia, já não se fazem rogadas. Daí a tal crise!
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