Três ossos humanos foram ontem encontrados no meio do pescado de uma embarcação de arrasto, ao largo de Tavira. O macabro achado ocorreu durante uma acção de fiscalização da Marinha ao barco.
O arrastão ‘Praia de Monte Gordo’ estava a fazer a primeira ‘corrida’ da noite, a cerca de 12 quilómetros da costa de Tavira, pelas 05h00, quando foi alvo da acção de fiscalização.
Dois agentes da Autoridade Marítima entraram a bordo do barco, de 18 metros, e pediram para que a rede fosse esvaziada. Para surpresa de todos, autoridade e tripulantes, entre os linguados, chocos e pescada puxados do fundo do mar, havia três ossos humanos.
"Um dos agentes da Marinha é que viu um dos ossos e deu o alerta", contou, ao CM, Luís Andrade, 61 anos, motorista da embarcação. O profissional do mar não sabe explicar de que parte do corpo seriam os ossos, apenas que "não eram muito grandes" e que entre eles "não havia qualquer crânio".
O ‘Praia de Monte Gordo’, com cinco tripulantes, foi então escoltado até ao porto de Olhão pela embarcação da Marinha, mas, antes, teve de deitar todo o pescado ao mar. "Foi um dia de trabalho completamente perdido, geralmente fazemos corridas de quatro horas e esta noite apenas fizemos hora e meia", lamentou o capitão Juan Lopez, 51 anos, natural de Ayamonte.
"As ossadas foram enviadas para o Instituto de Medicina Legal para análise", referiu Ricardo Arrabaça, comandante da capitania do porto de Olhão.
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Qualquer dia os rios e o mar são autênticos cemitérios. Claro que tudo faz parte da alimentação dos peixes, porquê tanta admiração e pudor...? Se vamos a pensar nesses moldes, nem bebemos a água e nem comemos peixe.
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