A quarta edição do Festival Utopia (música alternativa), também conhecido como ‘After-Boom', este ano realizada na praia fluvial de Benquerença, Penamacor, ficou ensombrada com a morte de dois participantes: um homem alemão, de 47 anos, e uma mulher francesa, de 50. A Polícia Judiciária investiga as causas das mortes e aguarda o resultado das autópsias.
O alemão foi encontrado a boiar na água por festivaleiros, às 19h00 de segunda-feira. "Estava quase nu, a boiar de barriga para baixo", recorda Graham Jones, inglês de 23 anos que estava na margem da praia e o tentou salvar. "Uma rapariga gritou que estava alguém na água e parecia morto. Saltámos para o rio, mas quando o retirámos ele já estava com má cor", adiantou o jovem.
Segundo Luís Raimundo, director clínico da Luramed, empresa que garantia a assistência médica no festival, o homem "foi encontrado em paragem cardiorrespiratória e com uma ferida na cabeça". O médico não arrisca a causa da morte, mas admite que possa ter "saltado ou caído à água e batido com a cabeça". Faleceu na viagem para o hospital da Covilhã.
A outra vítima é Antoinette Dussaussois, que sofria de problemas de coração e interrompeu a medicação. "Pediu ajuda às 04h00, e quando os médicos chegaram encontraram-na com falta de ar e chamaram o 112. Durante a viagem entrou em paragem cardiorrespiratória e já não recuperou, acabando por falecer", descreve Luís Raimundo.
"SÃO ESTRANHOS MAS SIMPÁTICOS"
A notícia da morte dos dois estrangeiros que participavam no festival causou grande consternação na população de Benquerença, na sua maioria pessoas idosas. Na pacata aldeia do concelho de Penamacor, que recebeu pela primeira vez uma edição do Festival Utopia - onde se participa em espectáculos de arte alternativa -, todos simpatizaram com os festivaleiros, apesar de terem "hábitos muito esquisitos", reconhecem os populares.
"Vestem-se de uma forma muito estranha e têm cabelos esquisitos, mas são muito simpáticos e não causam problemas a ninguém. É uma pena que tenham morrido duas pessoas", lamenta Maria Joaquina, de 75 anos, que reside na rua que dá acesso ao local onde foi monta-do o equipamento dos participantes.
Por outro lado, Nuno Nunes, um emigrante de 52 anos, diz já estar "habituado a este tipo de pessoas" e vê a realização do festival "como uma coisa boa porque mexe com o comércio e com a vida da freguesia".
Os habitantes de Benquerença apenas lamentam que para a realização do Festival Utopia tenham fechado a praia fluvial à população local.
Para aceder a este EXCLUSIVO da edição em papel ligue para o760 10 80 82*Tome nota do código e coloque-o abaixo
Aqui está um antro de droga,mas afinal dizem que este país esta no fundo e este ano um data de festivais e sempre cheios,podem me dar a solução para terem dinheiro para isto tudo?
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