Isabel Lavado, mãe da presidente da junta, entrou em pânico e foi levada por GNR e INEM. José Manuel Torres (foto pequena), 62 anos, empreiteiro, é o autor confesso do duplo homicídio
José Manuel Torres, empreiteiro da construção civil, de 62 anos, e Lurdes Sobreiro, de 55, presidente da Junta de Freguesia de Segura, em Idanha-a-Nova, mantinham uma relação "muito conturbada e quezilenta" há mais de dois anos. Ele acusava a autarca de lhe afectar a actividade profissional ao não autorizar obras que os munícipes queriam que ele realizasse. A afixação, por parte da junta, de um edital de execução das Finanças relativo a uma dívida do empreiteiro foi a gota de água. Ontem, às 10h20, o empreiteiro pegou na caçadeira, foi ao edifício da junta e executou a autarca e o marido desta, José Sobreiro, de 59 anos. Lurdes foi atingida com um tiro na cabeça e teve morte imediata. O marido foi atingido no peito e também não resistiu, apesar das várias tentativas de reanimação. O homicida entregou-se no posto da GNR de Zebreira.
"Passei-me da cabeça e matei-os", desabafou o homicida às autoridades. A má relação entre a autarca e o empreiteiro há muito que era conhecida na pacata aldeia de Segura, que conta com menos de duas centenas de habitantes. Em tempos, as famílias foram amigas, até porque Lurdes Sobreiro é madrinha de uma neta de José Manuel Torres. Tudo se alterou em 2009, quando foi eleita presidente da junta por um voto. "Ele trabalhava sem qualquer tipo de licença, despejava entulhos onde lhe apetecia e a presidente já o tinha chamado à atenção e denunciado", disse ao Correio da M anhã José Lopes, presidente da Assembleia de Freguesia e cunhado das vítimas. Além disso, "decorre um processo em tribunal contra ele por ter agredido a presidente da junta em Setembro de 2011".
Na aldeia lamenta-se a tragédia, embora haja pessoas que, sob anonimato, acusam a autarca de ser "autoritária e prepotente".
MATANÇA CHOCA BOMBEIROS
Os bombeiros ficaram chocados com a matança. "O cenário era o pior. A mulher tinha a cara esfacelada e já estava morta. O marido respirava, mas não resistiu", disse fonte dos bombeiros.
MARIDO MORRE A SALVAR ESPOSA
O marido da presidente da junta de freguesia foi atingido a tiro quando tentou socorrer a mulher, que na altura se encontrava no seu gabinete a atender uma munícipe. O homem tentou retirar a caçadeira ao suspeito mas não conseguiu.
FICOU FURIOSO COM AFIXAÇÃO DE PENHORA
No dia 29 de Maio, o empreiteiro José Torres foi alvo de execução pela Autoridade Tributária e viu ser penhorado um imóvel de que é proprietário em Sintra. O edital da decisão judiciária foi afixado numa rua de Segura e o empreiteiro ficou "furioso". "A gota de água terá sido a afixação, pela junta de freguesia, de um edital de execução das Finanças relativo a uma dívida", adiantou ao CM José Quaresma, membro da Assembleia Municipal de Segura.
"ELA ESTAVA TOMBADA NA CADEIRA E ELE A SEU LADO"
A autarca chegou ao edifício da junta às 10h00. A primeira pessoa a ser atendida foi Emília Velhas, que acabou por presenciar o duplo homicídio. Saiu para a rua a gritar por socorro e entrou em choque. Rosa Mendonça, de 70 anos, vive ao lado da junta e ouviu os tiros. "Vim à rua e vi o Zé Manel já no carro a passar por nós a grande velocidade", conta. A idosa entrou na junta e ficou chocada com o que viu: "Ela estava tombada na cadeira e o marido ao lado no chão. Só se via sangue."
"COMEÇOU A CHORAR E DESLIGOU O TELEFONE"
A mulher do empreiteiro, Paula Torres, soube do duplo homicídio meia hora depois, mas "não imaginava" que tinha sido José o autor dos disparos. Estranhou a demora do marido para o almoço, até que uma vizinha lhe disse que ele estava preso. "Fiquei desesperada e sem saber o que fazer", desabafou Paula Torres ao CM.
Nunca mais me ouvem!!!Para casos confessos como este....PENA DE MORTE!.... Mas como a União Europeia é uma cáfila, e não promove a Pena de Morte para casos como este e outros..confessos, os assassinios vão continuar.
Estes crimes são muito complexos para se dar opiniões aprofundadas.
Sem qualquer desculpa para os assassinatos,pois a barbaridade não pode ser moeda corrente, há vezes,e não digo que fosse o caso a prepotência endoidece.
este e outros crimes semelhantes cometidos por assassinos devem ser punidos exemplarmente, se não quaquer dia é olho por olho e dente por dente.A prisão não basta, teem que trabalhar toda a vida para o Estado,
Com a corrupção que há nas Câmaras não admira nada que isso começe a aconter. Na minha província existe um fulano tão corrupto que lhe chamam o Engenheiro do Envelope.
Com a corrupção que há nas Câmaras não admira nada que isso começe a aconter. Na minha província existe um fulano tão corrupto que lhe chamam o Engenheiro do Envelope.
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So peca por nao serem os politicos do parlamento