"Tive uma reunião com esse senhor, da qual há provas, em que ele confessou que um jornalista lhe ofereceu 15 mil euros para contar outra versão". As palavras são de Francisco Guerra, vítima de abusos da Casa Pia que deu a cara após o final do julgamento, e confirmam a abordagem feita a um colega seu, ‘Daniel’ (nome fictício) que, garante, foi pago por um jornalista para desmentir as acusações feitas em tribunal relativamente à casa de Elvas, tendo essa entrevista sido vendida a um jornal.
Francisco Guerra é uma das testemunhas da confissão, mas há outra pessoa que esteve presente no encontro, ocorrido há cerca de três semanas, que prefere não se identificar, mas que confirma que ‘Daniel’ revelou que ia aceitar a proposta do jornalista porque assim resolvia a situação do pagamento do carro da namorada, Cristina. A reunião tinha como objectivo juntar Francisco e ‘Daniel’, na sequência de um negócio entre os dois envolvendo um carro, que Francisco se comprometera a comprar, mas que não chegou a concretizar-se. ‘Daniel’ insistia com Francisco para fazer o negócio porque estava com falta de dinheiro e usou esse argumento para ceder à proposta do jornalista.
"Oferecer 15 mil euros é como um rebuçado para uma criança. Sei que andam atrás de outros colegas meus, aliciando-os com dinheiro, e só procuram os mais frágeis: os que se meteram em drogas", acrescenta Francisco, revelando que se sente "indignado, triste e magoado".
A conversa relatada por Francisco Guerra, e à qual assistiu outra pessoa, é corroborada por uma gravação feita por outro colega, ‘Nuno’, que também já tinha sido aliciado mas não cedeu. No diálogo ontem revelado pelo ‘Sol’, Nuno pergunta a ‘Daniel’ o que é que o jornalista ofereceu à sua namorada e este responde-lhe "10 mil e tal euros (...) vai resolver a situação da Cristina".
Contactado pelo CM, o advogado Miguel Matias recusa fazer comentários, limitando-se a confirmar toda a situação. Já a PGR diz aguardar "conhecimento confirmado" da situação para actuar.
SUPREMO NEGA INDEMNIZAÇÃO A PAULO PEDROSO
O Supremo Tribunal de Justiça decidiu que o Estado não vai ter que indemnizar o ex-ministro socialista Paulo Pedroso por "erro grosseiro" na aplicação da prisão preventiva no âmbito do processo de pedofilia da Casa Pia, em 2003. A decisão confirma, assim, o acórdão da Relação de Lisboa que revogou a sentença da primeira instância que determinara o pagamento de 130 mil euros a Pedroso.
Recorde-se que o socialista foi acusado de abusos sexuais, esteve cinco meses preso, mas não chegou a julgamento.
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e nao desarmam !!!!!!!! se os tivessem posto a ver o sol aos kuadradinhos tal k mereciam, esta fantuxada ja tinha acabado ha muito.