Ao que o CM apurou junto de fonte ligada à instituição, no final de Maio, as imparidades consolidadas do BPN ascendiam a quase dois mil milhões de euros, o que corresponde a um encargo de quase 200 euros por português.
Contudo, o secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, recusa avançar com um número para o custo da nacionalização, já que o Estado pretende dividir os activos do banco para recuperar perdas. O Governo vai vender apenas a área de retalho do BPN, ou seja, a rede de balcões. As regras da reprivatização foram ontem aprovadas em Conselho de Ministros.
Ao que o CM apurou, entre os interessados estão o BBVA e o Barclays. Há ainda fundos árabes de olho na operação. Segundo Costa Pina, o Estado poderá reservar--se ao direito de não vender: 'A alienação é feita a quem dê garantias de idoneidade, experiência e capacidade técnica'. PSD, BE e PCP criticaram o negócio, acusando o Estado de 'vender ao desbarato' e de estar a levar a cabo uma operação 'contra o interesse público'.
ESTADO MANTÉM GOLDEN SHARE ENCOBERTA NA GALP E EDP
O Estado vai avançar com as novas fases de privatização da Galp e da EDP, mas manterá os direitos especiais que detém em ambas as cotadas. Ou seja, continua com uma posição de relevo nas duas empresas por um prazo de sete anos, recebendo os respectivos dividendos.
O que, na prática, significa manter uma golden share encoberta.
A decisão foi ontem tomada em Conselho de Ministros. Segundo o secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, ambas as privatizações serão feitas através 'de emissões de obrigações convertíveis durante um período de, pelo menos, sete anos, reservando o Estado, enquanto isso, os seus direitos enquanto accionista'.
Serão vendidos 7% da Galp e até 10% da companhia eléctrica.
TRÊS ENTIDADES VÃO GERIR ACTIVOS TÓXICOS
O Governo vai retirar do BPN os activos imobiliários, as participações e o crédito malparado, entregando a gestão destes três activos a outras três novas entidades que serão criadas sob a alçada do Tesouro.
Na prática, o Estado vai entregar a gestão dos imóveis, de participações na área dos seguros e do banco Efisa a duas gestoras públicas com o objectivo de os prepararem para posterior venda. O mesmo fará com a carteira de crédito malparado da instituição, que será inicialmente gerida pelo Estado, mas que será depois vendida a entidades privadas especializadas na recuperação de dívidas.
'Com o tempo, é possível recuperar as imparidades', explicou o secretário de Estado do Tesouro, recusando dizer quanto poderão valer os activos e em quanto tempo poderão ser vendidos'.
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Será que neste País ainda há dúvidas, que este desgoverno,só está a dar dinheiro aos ricos?No tempo dos pelourinhos,não haviam estas vergonhas,porque tinham a forca como destino.
deve ser por isso que o parlapatão passos coelho quer reduzir uma fatia bastante significativa dos ordenados de quem trabalha 10 a 15%. para alimentar tubarões e corruptos. são todos o mesmo esterco.
Já todos sabíamos que a conta havia de aparecer aos contribuintes. Os responsáveis andam por aí como se nada fosse.O próprio governo é irresponsável.Por anda o Dias Loureiro?O que roubou já está recato em nome da família
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mas isto e' um otimo negocio para quem compra. Boa Sres governantes. Aplaudido! Já agora vão vender aos angolanos?