Não há regras para a actualização dos juros dos empréstimos pessoais quando o cliente abdica de um produto que lhe permitia obter uma redução no spread. A conclusão é de um estudo da DECO, a associação para a defesa do consumidor.
"No crédito pessoal, ao contrário dos empréstimos à habitação, não há nada escrito. Nem sequer há um prazo para que seja aplicada a revisão do spread, explica ao CM Vinay Pranjivan, economista da DECO Proteste.
Depois de várias queixas, a associação analisou as chamadas vendas cruzadas – a subscrição de produtos como seguros, cartões de crédito ou débitos em conta, por exemplo, para a obtenção de um spread mais baixo no financiamento – existentes nos contratos e concluiu que esta "também é uma prática comum no crédito pessoal". O estudo é publicado amanhã na revista ‘Dinheiro & Direitos’.
Segundo a publicação, "a legislação dos empréstimos pessoais não prevê um prazo para a revisão das condições [contratuais]" sempre que um cliente abandona um dos produtos subscritos. "Devido a este vazio legal, um cliente pode ser confrontado com uma alteração de taxa por ter desrespeitado um critério de venda cruzada, passados vários anos", sustenta a DECO. Por isso, a associação defende que "o Banco de Portugal deve corrigir esta situação rapidamente, seguindo as regras adoptadas para o crédito à habitação". Nestes empréstimos, o banco tem apenas um ano após a quebra do contrato para avisar o cliente da alteração do spread.
Segundo Vinay Pranjivan, "o que se pretende é que haja regras explícitas sobre esta matéria". O economista admite que o limite de um ano é um prazo "que poderá não ser aplicável" no caso dos créditos ao consumo, pois são de duração curta, mas admite que "pode haver um ajuste". E lembra que, em boa parte dos casos, "o incumprimento é inadvertido e resulta de um esquecimento".
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Porque é que além de pagar as prestações da casa e os impostos tenho ainda que pagar todos os meses ao funcionário do Banco (gestor de conta)?!... e aumenta todos os anos!!!
A banca é constituida por "empresários" que não percebem que ser empresário na verdade é alguém que corre riscos. Estes tem sido protegidos por interesses dos próprio governos e continuam conforme últimas noticias
A banca nunca teve grandes regras sempre funcionou um bocado na fantasia da ganancia, dai estarmos na situacao em que estamos, mas foram e continuam a ser tratados com paninnos quentes pelos varios governos.
A banca, sempre encostada aos Governos, para os lucros fáceis, está à beira da falência, acompanhando o seu maior cliente e benemérito protector. Agora para ver se se safa está em roda livre e o B. de Portugal consente.
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BCP, BPN & BPP, são exemplos tristes de critérios para vigarizar os clientes e levar familias à ruína e o país também.