Três dos maiores bancos nacionais, BCP, BPI e Santander Totta, encurtaram o quadro de pessoal em 948 trabalhadores, ao longo de 2011. Com o sector em crise, o Barclays também vai avançar com um processo de rescisões amigáveis com o objectivo de cortar em 20% a massa salarial que, em 2010, foi de 114 milhões de euros. No banco inglês, a negociação está aberta aos 2100 trabalhadores efectivos. A administração oferece três salários por cada ano de trabalho, seguro de saúde durante 24 meses e a manutenção das condições do empréstimo à habitação, também por 24 meses. Quem aceitar estas condições não terá direito ao subsídio de desemprego. O banco reserva-se no direito de limitar o número de funcionários que podem auferir destas condições de saída. "Foi enviado um e-mail a todos os funcionários a apresentar o plano de rescisões amigáveis", adiantou fonte oficial. A mesma fonte garante que "não está em causa o fecho da operação em Portugal". O BPI foi o banco que mais reduziu o número de funcionários, eliminando 638 postos face a 2010. O BCP diminui o quadro em 187 lugares e o Santander Totta em 123. Só o BES manteve, no ano passado, o número de funcionários em relação ao ano anterior. O Montepio também assinou mais de 20 rescisões com antigos trabalhadores do Finibanco, na sequência da fusão das duas instituições. Para este ano os bancos admitem que a redução dos custos operacionais irá manter-se.
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