Aproveitando a abertura demonstrada por Pedro Passos Coelho para a realização de um novo referendo à interrupção voluntária da gravidez, os movimentos que lutam contra a liberalização do aborto em Portugal avançam, já esta semana, com a preparação de uma petição a enviar à Assembleia da República.
"Pretendemos que se realize um referendo sobre a inviolabilidade da vida humana, desde a concepção até à morte", disse ao CM Daniel Serrão, líder do movimento, que pretende juntar todas as organizações que lutam contra o aborto e recolher as necessárias 75 mil assinaturas.
Segundo o médico, "não se trata apenas de um referendo ao aborto, mas de um referendo ao respeito absoluto pela vida, que integra o aborto, a destruição de embriões e a eutanásia". Para Daniel Serrão, "será uma oportunidade para clarificar todas as questões relacionadas com a vida". "Não estamos perante um movimento religioso ou político, mas perante uma iniciativa da sociedade civil, que defende a vida", diz.
Nesta altura está a ser constituída uma rede de mandatários para todos os distritos, concelhos e freguesias, que já conta com mais de 300 pessoas, e, em breve, será enviada uma carta a todos os líderes religiosos, bispos, padres, pastores, rabinos, imãs e sheiks, no sentido de lhes solicitar "apoio total e claro" à iniciativa.
"No último referendo, a Igreja teve uma postura passiva, quase apelando à não participação, para que o referendo não fosse vinculativo. Não foi (votaram menos de 50 por cento dos eleitores), mas a lei aprovou-se, o que quer dizer que a estratégia foi errada", disse ao CM Daniel Serrão, esperando que, desta vez, "a Igreja não tenha medo de dizer de que lado está".
MULHERES LUTAM NA RUA CONTRA O ABORTO
São 13 mulheres, da ‘Missão Mãos Erguidas a Nossa Senhora de Fátima’, mas querem ser muitas mais. Todos os dias marcam presença nas imediações da Clínica dos Arcos, em Lisboa, abordando as mulheres que lá se dirigem para fazer a interrupção voluntária da gravidez.
"Já salvámos mais de três dezenas de vidas", disse, com orgulho, ao CM Leonor Ribeiro e Castro que, em Janeiro de 2008, fundou, com três amigas, esta missão.
Assegurando que "se não fosse a lei, aprovada em 2007, mais de 60 por cento dos 75 mil abortos dos últimos quatro anos não teriam acontecido", Leonor Ribeiro e Castro lamenta que "a vida humana esteja a ser usada como negócio" . "Há médicos a ganhar comissões nos abortos, a clínica ganha e os laboratórios de produtos cosméticos, que cá vêm buscar restos humanos para os seus produtos, também ganham", disse.
Leonor Ribeiro e Castro diz que as mulheres de origem africanas são as que mais abortam e mostra-se convicta de que o número vai baixar, "graças à acção das voluntárias": "Ouvimos as mulheres a dizer que não teriam abortado se tivessem ajuda."
DISCURSO DIRECTO
"MANTEMOS A POSIÇÃO DE SEMPRE":
Manuel Morujão, Porta--voz da Conf. Episcopal
Correio da Manhã – Tem conhecimento da intenção de os movimentos pró-vida realizarem uma petição para novo referendo ao aborto?
Padre Manuel Morujão – Tenho, embora não tenha recebido nenhuma comunicação oficia, por assim dizer.
– A Igreja está preparada para um novo referendo?
– A Igreja está sempre preparada. Mantemos a posição de sempre, ou seja, a defesa intransigente da vida, em todas as circunstâncias.
– Os bispos vão ser chamados a apoiar esta causa. Darão esse apoio?
– Quando o pedido chegar, será dada uma resposta. No entanto, é sabido que a Igreja apoia sempre tudo o que defenda a vida. Essa deve ser a grande causa dos países e da Humanidade.
– Acha que deve haver novo referendo?
– É uma questão para a sociedade civil.
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Esta lei é que engorda os bolsos das clinicas privadas e das mulheres que usam o aborto para receberem o subsidio de maternidade. E a votação do ultimo referendo não é definitina já que nem 50% dos eleitores votou.
Eu votei "sim" no referendo sobre o aborto, mas não votei "sim" para uma mulher fazer abortos sistemáticos e receber, ainda por cima, 100% do vencimento enquanto está de baixa médica. Aborto sim, irresponsabilidade não.
O Estado está a desviar mulheres que pretendem abortar para clínicas privadas como a espanhola "dos Arcos", enchendo o bolso alegre e legalmente a estes, com a desgraça de umas que nem aconselhamento de jeito têm.
Hipócritas? Fornicar, fornicar e depois matar, pode? Tenho dois filhos, o primeiro veio fora do prazo. Hoje estou muito feliz com eles. Quem é hipócrita aqui?
Já votei em dois referendos, não acho necessário um terceiro, e ainda mais com a intervenção sempre nefasta da religião na vida das pessoas. considero que cada um de nós é dono e senhor do nosso corpo.
Não me lembro do estado colocar um arma na cabeça de uma mulher para que a mesma fizesse o ato sexual em proteção com qualquer um! Então que o aborto seja pago por quem quer faze-lo.Aborto de graça vira desgraça.
Não concordo nada com outro referendo. Acho que o que tem que ser alterado é o que deve ser feito antes de chegar a esse momento, incentivar a não fazer o aborto, e evitar que este seja um método anticoncepcional.
mas ha alguma lei ke obrigue as mulheres a abortar??entao porkê haver 1 ke obrigue a não faze-lo??apesar de axar k nesta altura discutir esses assuntos é marketing para tapar a dura realidade dum país!ou não???:S
Os abortistas em vez de discutirem o problema vem para aqui chamar hipocritas aos outros.Ja houve um referendo em que ganhou o sim outro em que ganhou o não,nao vejo porque não haver um terceiro!
Concordo.Se há mulheres que fizeram 2,3 ou mais abortos,deve ser criada uma lei para que tal não aconteça.Há metodos anteconceptivos,porque não os usam? É prfeciso é educar os portuguses a prevenirem-se e não a remediar.
O aborto é errado e como tal acho muito bem que o assunto volte à baila. O dinheiral que se gasta em abortos podia ser muito bem usado de uma outra forma. Os nossos importos servem para dar vida e não para matar.
Não se pode distrair o povo com referendos da treta quando Portugal está à beira de uma bancarrota de falencias generalizadas.
Os mortos e os semi vivos falidos e com fome não têm capacidade para votar de forma justa.
É por estas e por outras que o país não avança. Continuamos com os falsos moralistas agarrados às ideias tacanhas e pré-históricas. Não querem saber da vida, só do dinheiro que ganhavam com os abortos clandestinos
HIPÓCRITAS!!!! QUEREM ENGORDAR OS BOLSOS DAS PARTEIRAS E CLÍNICAS CKANDESTINAS!JÁ HOUVE UM REFERENDO E A AMIORIA DO POVO VOTOU A FAVOR!VÃO FAZER TANTOS ATÉ TEREM A RESPOSTA QUE QUEREM?ISTO É VICIAR A DEMOCRACIA!
Este, e outros profundos problemas da estrutura familiar e social, não vão com leis. São situações dolorosas, que só a consciência pode e deve decidir. Matar um ser em gestação? Lançar uma criança no mundo, sem afectos?
Acho que o estado não deve desviar verbas do tratamento de doentes,que o não são voluntariamente,para dar prioridade ao aborto.Todavia,aconselho os signatários a não misturarem,cada coisa de cada vez.
São 2 coisas muito diferentes. Agarrem mas é no dinheiro que custa o referendo e dêem apoio às mulheres que precisam. Sendo legal, ao menos as que morriam às mãos das talhantes, já não morrem. Hipócritas!
É por estas e por outras que o país não avança. Continuamos com os falsos moralistas agarrados às ideias tacanhas e pré-históricas. Não querem saber da vida, só do dinheiro que ganhavam com os abortos clandestinos
Não se pode distrair o povo com referendos da treta quando Portugal está à beira de uma bancarrota de falencias generalizadas.
Os mortos e os semi vivos falidos e com fome não têm capacidade para votar de forma justa.
O aborto é errado e como tal acho muito bem que o assunto volte à baila. O dinheiral que se gasta em abortos podia ser muito bem usado de uma outra forma. Os nossos importos servem para dar vida e não para matar.
O Estado está a desviar mulheres que pretendem abortar para clínicas privadas como a espanhola "dos Arcos", enchendo o bolso alegre e legalmente a estes, com a desgraça de umas que nem aconselhamento de jeito têm.
Primeiro avalie-se como está a decorrer a aplicação da lei do aborto Sou contra a IVG pq há meios anticonceptivos eficazes e deve haver sexo responsavel. Um novo referendo é importante.
Os abortistas em vez de discutirem o problema vem para aqui chamar hipocritas aos outros.Ja houve um referendo em que ganhou o sim outro em que ganhou o não,nao vejo porque não haver um terceiro!
Esta lei é que engorda os bolsos das clinicas privadas e das mulheres que usam o aborto para receberem o subsidio de maternidade. E a votação do ultimo referendo não é definitina já que nem 50% dos eleitores votou.
Não me lembro do estado colocar um arma na cabeça de uma mulher para que a mesma fizesse o ato sexual em proteção com qualquer um! Então que o aborto seja pago por quem quer faze-lo.Aborto de graça vira desgraça.
Eu votei "sim" no referendo sobre o aborto, mas não votei "sim" para uma mulher fazer abortos sistemáticos e receber, ainda por cima, 100% do vencimento enquanto está de baixa médica. Aborto sim, irresponsabilidade não.
Hipócritas? Fornicar, fornicar e depois matar, pode? Tenho dois filhos, o primeiro veio fora do prazo. Hoje estou muito feliz com eles. Quem é hipócrita aqui?
Não concordo nada com outro referendo. Acho que o que tem que ser alterado é o que deve ser feito antes de chegar a esse momento, incentivar a não fazer o aborto, e evitar que este seja um método anticoncepcional.
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Esta lei é que engorda os bolsos das clinicas privadas e das mulheres que usam o aborto para receberem o subsidio de maternidade. E a votação do ultimo referendo não é definitina já que nem 50% dos eleitores votou.