Foto Castelo de São Jorge/José Maria Frade
Objectivo é concentrar mil anos de história num jogo de tabuleiro tradicional
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18.11.2010  17:32
Castelo de São Jorge lança jogo de tabuleiro
O Castelo de São Jorge já tem um jogo de tabuleito. ‘O Troféu de São Jorge’ pretende reunir a família e dar a conhecer melhor o monumento. O vencedor torna-se o 'Senhor do Castelo'.

O jogo, apresentado esta quinta-feira, surge no ano em que o Castelo de São Jorge comemora cem anos de classificação como Monumento Nacional. Para comemorar esta data a Mesaboardgames e a EGEAC escolheram 12 personagens de diferentes épocas e 26 locais históricos para ilustrar o espaço.

 

Baseado na História, o jogo começa com a lenda que em cada mil anos as personagens reunem-se para decidir quem será o novo 'Senhor do Castelo' para os próximos mil anos. Quem ganhar primeiro três troféus, assume esse cargo. Até lá, o jogador tem de ter cuidado com os outros jogadores para que estes não lhe roubem os seus troféus.

 

Além de D. Afonso Henriques, o jogador encontra D. Dinis, Damião de Góis, D. Manuel II, D. Pedro de Noronha, Chefe da Idade de Ferro, Vasco da Gama, Bartolomeu de Gusmão, Decimus Junius Brutus, Al-Fihri e Gil Vicente.

 

Cada uma destas personagens tem um poder especial, que mais nenhuma tem. Existem cartas de personagens e de locais. Cada carta tem um resumo da personagem ou do local histórico.

 

 

ORIGEM DO JOGO

 

Um dos mentores do projecto da Mesaboardgames, Gil d’Orey, conta que a ideia do jogo é que as pessoas adquiram “um conhecimento e uma perspectiva do castelo totalmente diferente.” E vejam o “castelo como local de passagem de diversas culturas.”

 

O responsável explicou ainda que o jogo quer mostrar às pessoas a História do Castelo para lá da “espadeirada” de D. Afonso Henriques, que todos guardam na memória.

 

O desafio era, por isso, criar um jogo que concentrasse os mil anos de história para toda a família aliando estratégia com divertimento, explicou Tiago Teixeira de Abreu, membro do Mesaboardgames.

 

“O jogo é uma peça de informação”, acrescentou o responsável comercial, Tiago Teixeira de Abreu. Numa lógica de aprender a brincar, garante que não é necessário conhecer a história para jogar. No núcleo museológico do monumento, o jogo foi apresentado como uma “forma lúdica e divertida para se apropriar desta realidade rica que é o Castelo de São Jorge”.

 

O jogo é bilingue [português e inglês] e existem ainda instruções em francês, espanhol e alemão no site dos criadores dos jogos. 
 

Segundo Tiago Teixeira de Abreu, já surgiram pedidos de compra do jogo dos EUA, da Coreia do Sul e de outros países da Europa.

TESTAR ANTES DE ALARGAR INICIATIVA

 

Já a gestora do Castelo de São Jorge, Teresa Oliveira, a principal importância do jogo é ser um “produto de divulgação histórica”. Miguel Honrado, presidente do conselho administrativo da EGEAC, sublinha a importância do jogo de dar a conhecer a “riqueza patrimonial histórica”.

Confrontado com a questão que nos dias de hoje existe uma forte aposta nos jogos electrónicos, o presidente da EGEAC explica que este jogo de tabuleiro tradicional é uma forma de “vanguardismo”.

 

“Depois da relação individual [devido às redes sociais] as pessoas têm sede de colectivo [...]  voltaram a querer partilhar o momento”, acrescentou.

 

Para já, a EGEAC não confirma a extensão deste projecto a outros monumentos, afirmando que primeiro quer “testar e ver o sucesso”,  adiantando que, apesar disso, já se pensa em novas formas de dinamizar o Padrão dos Descobrimentos.

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