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SINOPSE
A obra Os Anos de Salazar – o que se contava e o que se ocultava durante o Estado Novo historia a parte central, o «miolo» do século XX português. Os seus trinta volumes abrangem um período temporal que vai praticamente do início do segundo quartel do século – 1926, com o início da Ditadura Militar que desembocará no Estado Novo – até ao final do terceiro: 1974, com a revolução democrática de 25 de Abril que lhe põe ponto final. Além dos textos, as 208 páginas de cada volume apresentam uma valiosa selecção de fotografias, cartazes, postais, desenhos e ilustrações, que envolveram uma pesquisa longa e minuciosa em arquivos públicos, bibliotecas, colecções particulares.
Diferentemente de todos os trabalhos até hoje publicados sobre esta época, Os Anos de Salazar não conta apenas os grandes acontecimentos da política, da economia, da cultura, ou os feitos das figuras mais marcantes. Esses estão lá, mas também todos os outros acontecimentos, pessoas ou coisas que marcaram a vida dos Portugueses nestes cinquenta anos. Estão lá a ascensão e o percurso de Salazar à frente do Governo, os difíceis equilíbrios da II Guerra Mundial e do pós-guerra, as eleições de 1958 e a campanha de Humberto Delgado, a guerra em África, o curto consulado de Marcelo Caetano; mas também os amores do Chefe do Governo e os escândalos, como o caso Ballet rose, que abalaram o regime. A fulgurante ascensão e queda dos «camisas azuis» de Rolão Preto ou a vida clandestina dos tipógrafos que compunham o Avante! A Igreja de Cerejeira e a da capela do Rato. Os principais acontecimentos e figuras mundiais. Os dias da rádio e o nascimento da televisão; o folhetim do Tide, a Tarde Desportiva e o Zip-Zip. António Ferro, Almada Negreiros, os neo-realistas, os surrealistas. Amália, António Silva, Vasco Santana, Beatriz Costa. As grandes vitórias das nossas selecções de futebol ou hóquei em patins. Jesus Correia e Correia dos Santos. Os «Cinco Violinos» e Eusébio. Nicolau e Trindade, Alves Barbosa e Joaquim Agostinho. E como era a escola, a mercearia, a oficina, o escritório. A publicidade, as lojas, a moda. Como brincavam as crianças, como se divertiam os adultos. A saúde e as doenças. Como nasceram as grandes obras e as grandes empresas.
Todos os volumes incluem um debate sobre um tema relevante: Salazar salvou-nos da guerra? A colonização portuguesa foi diferente? Aprendia-se mais na escola primária dos anos 60? Que mudanças houve na Igreja portuguesa após o Concílio Vaticano II? E uma secção especialmente dedicada àquilo de que não se falava: os presos políticos e os métodos da PIDE; as proibições de todo o género, desde a de as enfermeiras se casarem livremente à de usar biquini; a censura e as estratégias para contorná-la; a prostituição; os portugueses de primeira e de segunda, indígenas e assimilados. Publicamos ainda alguns textos pouco conhecidos ou esquecidos: Fernando Pessoa em defesa da maçonaria; Mário Neves descrevendo os horrores da guerra civil espanhola em Badajoz. Mário Soares contando-nos a desilusão e a amargura dos democratas no pós-guerra.
Para retratar a nossa vida, a dos nossos pais e avós de uma forma rigorosa, mas não maçadora, trabalharam nesta obra cerca de centena e meia de pessoas: historiadores, jornalistas, escritores, especialistas das mais diversas áreas, da cultura ao direito, da música à religião, da economia à arquitectura, à publicidade, às forças armadas…
O personagem principal deste retrato, o herói das mais de 6 mil páginas desta história é, como nos Lusíadas – ao sol ou à chuva, no riso e na tristeza –, o povo português. Esperamos que goste de se ver na fotografia.
Mais de 6.000 páginas
Mais de 3.000 imagens.
Mais de 800 ilustrações/infografias |
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