'Face Oculta'
Vieira da Silva acusou espionagem de forma consciente (ACTUALIZADA)
O ministro da Economia, Vieira da Silva, assegurou esta quarta-feira, no Parlamento, que não cometeu "nenhuma gaffe, nem deslize" e que se limitou a usar o seu direito de indignação quando falou em espionagem política, lamentando a violação de segredo de justiça no caso das escutas entre o primeiro-ministro e Armando Vara, no âmbito do caso "Face Oculta".
Por:Cristina Rita
Numa longa audição que trouxe poucas novidades à polémica, o governante mantém o que disse, garantindo que a expressão 'espionagem política' foi usada de forma consciente. No entanto, o ministro sustentou que não sabe quem 'transforma' matéria, alegadamente 'considerada segredo de Justiça em notícia, permitindo uma exploração política de forma deplorável'. O ministro concluiu que se soubesse quem utilizava matéria em segredo de Justiça para serem noticiadas, denunciava.
O PSD, autor do pedido, não se coibiu de considerar que Vieira da Silva, face às explicações que deu, quis atacar o 'coração' da investigação criminal. O ministro recusou que quisesse atingir as autoridades judiciárias: 'É falso, é falso!'.
E o PS colocou mais 'sal na ferida'. Ricardo Rodrigues lançou a suspeita de que Manuela Ferreira Leite tivesse conhecimento das escutas.
“Também dirigentes políticos, como a líder do PSD, usaram no seu argumentário político declarações que davam a entender que há três meses a presidente do PSD tinha conhecimento das escutas [ sobre o caso TVI]”, frisou o dirigente socialista, avisando que o seu partido não se cala. Mais, há 'quem use meios ilegais para a actividade política', concluiu Rodrigues que saiu da sala pouco tempo depois.
Macedo ripostou em tom duro:'É mentira!'. Os ânimos aqueceram e o debate fez-se em torno de pedidos da oposição para que o governante assumisse que se excedeu, fruto das suas declarações terem sido feitas a uma sexta-feira, dia 13, associada ao azar.
“As minhas declarações são as de um cidadão que tem o direito de se indignar', prosseguiu Vieira da Silva, mesmo quando confrontado com a demarcação de dirigentes do PS como António Costa ou do ministro da Justiça, Alberto Martins.
Porf mjuito menos já se demitiu o ministro PINHO, parece que a este não restará outro procedimento.