Dérbi terminou empatadoOportunidadades não faltaram, mas clássico terminou com um nulo
Emoção máxima, eficácia nula
Muita emoção, várias oportunidades de golo, mas o clássico entre Sporting e Benfica terminou como começou, com o placard a registar um nulo, resultado que já não acontecia no dérbi de Alvalade desde 1991/92. A falta de clarividência dos avançados e a inspiração de Rui Patrício e Quim resultou num 0-0 que acaba por ser justo, face ao equilíbrio que se registou no relvado. Sorri o Sp. Braga, que fica com a hipótese de assumir a liderança isolada da Liga.A equipa de Carlos Carvalhal esteve melhor nos cinco minutos iniciais, mas rapidamente o Benfica tomou conta do encontro. Aos 14', Saviola serve Cardozo, mas remate do paraguaio saiu mal, ao lado do poste esquerdo de Patrício. A partir dos 20', os leões voltaram a assumir o controlo das operações, criando duas excelentes oportunidades, de forma quase consecutiva: aos 23', após um canto curso, Adrien SIlva coloca a bola no segundo poste, onde se encontrava Anderson Polga que, na cara de Quim, atirou por cima; segundos depois, Liedson ultrapassa Sidnei já no interior da área, mas Quim defende bem o remate do luso-brasileiro.
Com trinta minutos jogados, o ritmo de jogo baixou e apenas nos minutos finais da primeira metade as chances de golo regressaram ao dérbi. Aos 41', novamente Polga a cabecear por cima da trave de Quim. Na resposta, aos 43', Di María passa por Abel - lateral saiu lesionado aos 45', entrando Pedro Silva -, mas ao cruzamento não chegaram Saviola nem Cardozo. No último lance antes do intervalo, num livre de Di María, David Luiz falha o cabeceamento por centímetros. Passou o perigo para o Sporting e Pedro Proença apitou para o descanso.
JOGO MAIS ABERTO, BALIZAS SEMPRE FECHADAS
Na segunda parte, o jogo ficou mais aberto e com isso ganhou ainda mais emoção. Logo aos 50', David Luiz fez de extremo e numa diagonal da esquerda para o centro, remata a rasar a barra do Sporting. Não demorou a resposta leonina: Miguel Veloso dispara, aos 57', de fora da área e Quim responde com uma defesa magnífica. Cinco minutos depois foi Vukcevic a passar por César Peixoto e a rematar para nova defesa segura do guarda-redes encarnado.
Disputava-se uma segunda metade a um ritmo frenético, com o Benfica a criar perigo através de transições ofensivas rapidíssimas. Ramires, aos 71', ganha espaço no corredor direito e serve Di María que atira para golo. Rui Patrício impôs-se ao argentino. O mesmo brasileiro, aos 83', falha de forma incrível a emenda ao segundo poste após remate de Di María a partir da faixa esquerda.
A prestação de Pedro Proença fica manchada por uma mão de Anderson Polga, aos 77'. O lance parece já fora da área leonina, mas Proença nada assinalou e o brasileiro tinha já um cartão amarelo.
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