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Pedro Catarino  Mário Nogueira, da Fenprof, mostrou-se confianteMário Nogueira, da Fenprof, mostrou-se confiante
11 Novembro 2009 - 00h30

Ensino: Paz à vista entre governo e sindicatos

Ministra promete nova avaliação

Governo e sindicatos enterraram ontem o machado de guerra e comprometeram-se a avançar para negociações com vista à elaboração de novo modelo de avaliação de desempenho no quadro de nova revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). Isabel Alçada recebeu todos os sindicatos, que ao longo do dia se foram mostrando confiantes na mudança, e ao final do dia a própria ministra da Educação confirmou-a.

"Vamos iniciar um diálogo e, com base nas propostas dos sindicatos e das escolas e em relatórios técnicos como o do Conselho Científico para a Avaliação de Professores e da OCDE, vamos equacionar o novo modelo de avaliação e o novo ECD. Tudo faremos para que os professores se reconheçam neles", disse Isabel Alçada, acrescentando: "Precisamos que os professores tenham serenidade, invistam o seu esforço na sala de aula e que o tempo que dedicam à avaliação não seja excessivo."

Uma vez que o actual modelo de avaliação será abandonado, a ministra anunciou que irá dispensar as escolas de efectuarem trabalho desnecessário com vista ao próximo ciclo avaliativo.

Quanto ao 1º Ciclo avaliativo (acaba em Dezembro), Alçada afirmou que 50 mil foram avaliados e que "todos os professores irão completar o processo de avaliação".

A ministra da Educação deixou ainda uma palavra de reconhecimento pelo trabalho da sua antecessora, Maria de Lurdes Rodrigues: "Houve um processo que trouxe benefícios. Neste momento os professores afirmam unanimemente que é necessária a avaliação."

NOGUEIRA SURPREENDIDO COM ABERTURA

"Não estava à espera de sair daqui já com uma proposta para negociarmos." A frase de Mário Nogueira após a reunião com a ministra deixa clara a surpresa do líder da Fenprof após quatro anos de guerra com Maria de Lurdes Rodrigues. "A ministra disse que tem urgência em alterar os constrangimentos deste Estatuto e rapidamente teremos alterado o modelo de avaliação", disse, recusando contudo cantar vitória: "Às vezes marca-se golos cedo e depois perde-se o jogo." E avisou que se não houver disponibilidade para acabar com a divisão da carreira "fica tudo envenenado".

FNE PEDE QUE PARTIDOS PAREM SUSPENSÃO

João Dias da Silva defendeu àsaída da reunião no Ministério da Educação que os partidos políticos devem parar com as iniciativas previstas no Parlamento para suspender a avaliação. "Privilegiamos uma solução dentro do quadro negocial que vai agora iniciar-se", disse, instando os partidos a "ficarem atentos". O líder da FNE estava muito optimista: "Esta reunião marcou o início do fim da antiga avaliação e da divisão da carreira em duas categorias. Vamos construir rapidamente um modelo novo", afirmou, estimando que haverá nova avaliação em "60 dias".

PORMENORES

PARLAMENTO

A Assembleia da República discute a 19 e 20 de Novembro as iniciativas legislativas de PCP, BE, CDS e PEV sobre a avaliação. O prazo para entrega termina sexta-feira.

AVALIADORES

Alçada não revelou se pretende acabar com a divisão da carreira, mas frisou que os avaliadores terão de ser "competentes" e "ter formação".

PRAZO

O calendário das negociações fica definido para a semana, disse Nogueira.




Bernardo Esteves
» COMENTÁRIOS
15 Novembro 2009 - 12h09  | Madília
Não me parece que os profs. afirmem unanimemente que é necessária a avaliação. E os independentes?
13 Novembro 2009 - 10h31  | contribuinte
Deixem-nos a vontade como sempre, afinal formar pessoas não interessa depois são os piores na vida..LX
13 Novembro 2009 - 10h15  | Mary
Avaliação com tanta papelada, não! Mas tem de ser avaliados se querem ser considerados bons profissionais...era 1 balda
13 Novembro 2009 - 07h37  | maria
A senhora disse "ano civil" pelo que é até final de 2009 e não até final do ano lectivo.
12 Novembro 2009 - 12h12  | joão pereira
Com esta ministra volta o disco e toca a mesma.Será que este partido alcunhado de socialista não aprende?
11 Novembro 2009 - 15h13  | HM (Coimbra)
Já agora: sou professora, fui formada para tal, sou competente e QUERO SER AVALIADA, mas doutra forma.
11 Novembro 2009 - 15h10  | HM
Só quem não é professor é q não tem noção dos erros graves do modelo actual; daí comentários reveladores de ignorância.
11 Novembro 2009 - 12h40  | J C Silva
O que os professores incompetentes querem é não ser avaliados. São estes que os sindicatos defendem.
11 Novembro 2009 - 11h21  | JAIME JORGE PEREIRA (CASTANHEIRA DO RIBATEJO)
POR EXEMPLO:EU GOSTO DA PCMVFXIRA MARIA DA LUZ ROSINHA,MAS HÀ COISAS QUE NÃO CONCORDO MAS DIGO NA CARA OU POR EMAIL.
11 Novembro 2009 - 11h17  | JAIME JORGE PEREIRA (CASTANHEIRA DO RIBATEJO)
O PS È COMO UMA FAMÍLÍA.NA FAMÍLÍA OS FILHOS OU PAÍS POR VEZES NÃO CONCORDAM UNS COM OS OUTROS MAS À UM ENTENDIMENTO.

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